Após violência em referendo, prefeita de Barcelona pede renúncia de premiê espanhol

Depois dos conflitos que deixaram centenas de feridos durante o referendo na Catalunha, a prefeita de Barcelona, Ada Colau, disse que o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, é "um covarde, que se esconde atrás de procuradores e tribunais", e "ultrapassou todos os limites com as ações policiais contra pessoas normais"

Primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, durante evento em Madri. 28/09/2015 REUTERS/Juan Medina
Primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, durante evento em Madri. 28/09/2015 REUTERS/Juan Medina (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A prefeita de Barcelona, Ada Colau, pediu neste domingo, 1.º, que o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, renuncie ao seu cargo após os confrontos entre eleitores e policiais durante a votação do plebiscito pela independência da Catalunha.

Ela disse à emissora TV3 que “Rajoy é um covarde, que se esconde atrás de procuradores e tribunais. Hoje, ele ultrapassou todos os limites com as ações policiais contra pessoas normais, idosos, famílias que estavam defendendo seus direitos fundamentais”.

Colau afirmou ainda que “parece óbvio para mim que Mariano Rajoy deveria renunciar”. Mais tarde, ela destacou que a região catalã “ganhou o direito de pedir” uma votação apropriada sobre a independência da Espanha. “A União Europeia precisa tomar uma posição com relação ao que está acontecendo na Catalunha.”

Pouco antes, Rajoy tinha dito em um discurso televisionado que o Estado de direito se impôs ao impedir o plebiscito de independência da Catalunha, e as forças de segurança cumpriram com sua obrigação ao reprimir a consulta, proibida pela Justiça.

"Não houve hoje um plebiscito de autodeterminação na Catalunha", afirmou o premiê, acrescentando que "nosso Estado de direito mantém sua fortaleza e sua vigência".

As informações são de reportagem do Estado de S.Paulo.

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