Avião da Malásia mudou radicalmente de rota

Informação é de autoridades da Malásia; declaração justifica expansão de áreas de busca da aeronave para ambos os lados da península asiática

Informação é de autoridades da Malásia; declaração justifica expansão de áreas de busca da aeronave para ambos os lados da península asiática
Informação é de autoridades da Malásia; declaração justifica expansão de áreas de busca da aeronave para ambos os lados da península asiática (Foto: Gisele Federicce)
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Opera Mundi - Autoridades malaias declararam nesta terça-feira (11/03) que acreditam na possibilidade de que o Boeing 777-200 da Malaysian Airlines, desaparecido desde sábado (08/03), possa ter mudado radicalmente sua rota logo após o momento em que ele parou de se comunicar com os controladores de voo.

Em entrevista a jornal malaio, Berita Harian, o chefe das forças aéreas do país, o general Rodzali Daud, afirmou que a aeronave teria mudado de rota rapidamente, da posição nordeste em direção a oeste, antes de o rastreamento falhar totalmente, segundo o The New York Times.

O general ainda relatou que, em seu último sinal, o avião estava próximo a Pulau Perak, ilha a mais de 160 quilômetros da costa ocidental da Malásia, às 2h40 locais (15h40 de sexta, horário de Brasília). Isso significaria que a aeronave emitiu alertas por mais de uma hora do que o previsto anteriormente as autoridades internacionais - que haviam afirmado que a última comunicação com o veículo acontecera às 1h22 locais (14h33 de Brasília).

Esta afirmação surpreendeu especialistas em aviação, bem como funcionários chineses, que haviam dito que perderam contato quando a aeronave sobrevoava o Golfo da Tailândia, ao leste da península. Autoridades se surpreenderam pela possibilidade de que o avião pudesse ter tentado voltar em direção à Kuala Lumpur sem informar os controladores.

No quarto dia após o desaparecimento do companhia malaia, durante um voo noturno de Kuala Lumpur para Pequim, ainda há muitos relatos conflitantes e imprecisão em torno das investigações de busca, com funcionários civis contradizendo os líderes militares. O relato de Rodzali justifica a ampliação da área de procura para incluir também as águas a oeste da península - medida que foi tomada na segunda (10/03), mas que não havia sido explicada.

Celulares ainda tocam

Familiares de alguns passageiros que estavam no voo MH 370 relataram que os celulares dos parentes desaparecidos ainda tocam. Na tentativa de rastrear a localização por meio do sistema GPS dos aparelhos, familiares afirmaram nesta terça ao The Washington Post que os celulares ainda recebem chamadas, apesar de não haver resposta.

Bian Liangwei, irmã de um dos passageiros, afirmou ao International Business Times que ela conseguiu ligar para o seu irmão na tarde de segunda (10/03). "Se eu pudesse completar a ligação, a polícia poderia localizar a posição e há uma chance de que ele possa estar vivo", disse.

No entanto, especialistas dizem que os toques de celulares não significam necessariamente que as ligações estão sendo efetivadas. Ligações próximas conectam quase que instantaneamente, mas chamadas internacionais ou muito distantes podem até tocar muitas vezes, mas só o fazem "para dizer a você que a rede está em processo de encontro e de conexão", explica o analista industrial Jeff Kagan ao USA Today.

Possibilidade de terrorismo

As autoridades da Malásia descartaram hoje a possibilidade de os dois passageiros que embarcaram no avião desaparecido com passaportes roubados serem terroristas, mas asseguraram que trabalham com todas as hipóteses. De acordo com o chefe da polícia local, Khalid Abu Bakar, os suspeitos são dois iranianos que tentavam emigrar para a Europa.

Um deles é um jovem de 19 anos identificado como Pouria Nour Mohammad Mehrdad e o outro se chama Delavar Seyed Mohammadreza, de 29 anos. Segundo o secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble, ambos chegaram a Kuala Lumpur, capital da Malásia, com seus passaportes iranianos e depois trocaram pelos roubados. As identidades são, na verdade, do italiano Luigi Maraldi e do austríaco Christian Kozel, que perderam seus documentos na Tailândia em 2013 e 2012, respectivamente.

Entre as possíveis causas do desaparecimento do avião da Malaysia Airlines, estão também o sequestro, a sabotagem e a possibilidade de problemas psicológicos ou pessoais entre os passageiros e a tripulação do voo. "Temos fotos e perfis de todos para investigarmos nos vídeos os seus comportamentos", afirmou Bakar à Efe.

No entanto, a CIA não descarta hipótese de terrorismo no caso. Para o diretor do órgão de inteligência, John Brennan, trata-se de um "um mistério muito inquietante" e não descartou a possibilidade de o avião ter sido alvo de um atentado terrorista. Brennan enfatizou nesta terça que está estudando o caso "cuidadosamente" com a polícia federal norte-americana (FBI), que enviou uma equipe ao país asiático.

Entenda o caso

O voo MH370 saiu no sábado (08/11) de Kuala Lumpur à 0h41 hora local (13h41 de sexta de Brasília) e chegaria a Pequim seis horas depois, mas desapareceu do radar uma hora depois da decolagem com 239 pessoas a bordo, entre elas, 227 passageiros e 12 tripulantes.

Uma frota internacional de 40 embarcações e 24 aviões cobrem uma superfície de 500 mil milhas náuticas quadradas (o equivalente a 1,71 milhões de quilômetros quadrados). Em várias ocasiões foram avistados restos flutuando no golfo da Tailândia, que do ar se assemelhavam a partes de aviões, mas que, ao serem examinados de perto, se mostraram pistas falsas.

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