Celso Amorim: ataque dos EUA à Síria merece condenação inequívoca

Em entrevista ao 247, o ministro das Relações Exteriores do governo Lula e embaixador brasileiro na ONU durante o governo FHC, Celso Amorim, afirma que o ataque dos Estados Unidos contra a Síria "tem que ser objeto de condenação inequívoca"; "Fere princípio básico da Carta das Nações Unidas, que só reconhece o emprego da força em caso de legítima defesa ou quando há autorização prévia do Conselho de Segurança", lembra, enquanto cobra do Brasil uma postura em defesa do diálogo e lamenta que a França tenha se juntado "aos violadores do Direito Internacional"

Em entrevista ao 247, o ministro das Relações Exteriores do governo Lula e embaixador brasileiro na ONU durante o governo FHC, Celso Amorim, afirma que o ataque dos Estados Unidos contra a Síria "tem que ser objeto de condenação inequívoca"; "Fere princípio básico da Carta das Nações Unidas, que só reconhece o emprego da força em caso de legítima defesa ou quando há autorização prévia do Conselho de Segurança", lembra, enquanto cobra do Brasil uma postura em defesa do diálogo e lamenta que a França tenha se juntado "aos violadores do Direito Internacional"
Em entrevista ao 247, o ministro das Relações Exteriores do governo Lula e embaixador brasileiro na ONU durante o governo FHC, Celso Amorim, afirma que o ataque dos Estados Unidos contra a Síria "tem que ser objeto de condenação inequívoca"; "Fere princípio básico da Carta das Nações Unidas, que só reconhece o emprego da força em caso de legítima defesa ou quando há autorização prévia do Conselho de Segurança", lembra, enquanto cobra do Brasil uma postura em defesa do diálogo e lamenta que a França tenha se juntado "aos violadores do Direito Internacional" (Foto: Gisele Federicce)
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247 - Ministro das Relações Exteriores do governo Lula e embaixador brasileiro na ONU durante o governo Fernando Henrique Cardoso, Celso Amorim, acredita que o ataque dos Estados Unidos, em conjunto com a França e o Reino Unido, contra a Síria "tem que ser objeto de condenação inequívoca".

Em declaração exclusiva ao 247, o e-chanceler avalia que os disparos contra três alvos na Síria "ferem princípio básico da Carta das Nações Unidas, que só reconhece o emprego da força em caso de legítima defesa ou quando há autorização prévia do Conselho de Segurança".

"Muito triste ver a França, que condenou o ataque anglo-norte-americano ao Iraque, juntar-se aos violadores do Direito Internacional. E o Brasil? Onde estão nossas doutrinas sobre prevalência do diálogo e solução pacífica de controvérsias?", indaga ainda o ex-ministro.

Em declaração na Cúpula das Américas, realizada em Lima, no Peru, Michel Temer condenou neste sábado o uso de armas químicas - o que não ficou comprovado, mas foi usado como argumento para que os EUA fizessem o ataque - e criticou a guerra na Síria, que dura sete anos, mas não reagiu contra o ação sem autorização da ONU comandada por Donald Trump, nem ao financiamento do governo norte-americano a rebeldes contra o governo de Bashar Al Assad.

Amorim destaca que "o ataque é ainda mais condenável pois até horas antes o próprio Pentágono expressava dúvidas sobre o alegado uso de armas químicas pelo governo sírio".

A porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, anunciou que os EUA tinham provas de que Assad havia de fato lançado o ataque com armas químicas na região de Duma. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, rebateu e afirmou em Moscou que tem provas irrefutáveis de que as imagens do suposto ataque químico em Duma são uma encenação.

O suposto ataque químico de 7 de abril deixou mais de 40 mortos em Duma, de acordo com os serviços de emergência da cidade. O regime sírio e a Rússia negam qualquer envolvimento.

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