Celso Amorim: China terá papel decisivo no mundo pós-coronavírus

O embaixador comparou os efeitos geopolíticos da pandemia ao que aconteceu no período seguinte ao da Segunda Guerra, quando EUA e União Soviética saíram fortalecidos internacionalmente. 'Agora eu acho que é diferente porque a China está demonstrando maior capacidade para enfrentar a crise, diferente dos EUA', disse. Assista na TV 247

Embaixador e ex-ministro Celso Amorim
Embaixador e ex-ministro Celso Amorim (Foto: VALTER CAMPANATO/ABR | Reuters)
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247 - O embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, disse à TV 247 acreditar que a China terá um papel de destaque na reorganização mundial após a pandemia de coronavírus. Ele comparou os efeitos geopolíticos do surto de Covid-19 aos da Segunda Guerra Mundial, e disse que os chineses estão demonstrando mais capacidade de gestão da crise do que os Estados Unidos. 

“Acho que vai ter um período grande de muitas possibilidades de convulsão social, você vai ter no nível internacional uma reorganização em que o papel da China vai ser muito grande”, avaliou.

“No final da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética saiu com forte soft power, porque teve um papel fundamental em derrotar o nazismo, mas os Estados Unidos também saíram com um forte soft power. Agora eu acho que é diferente porque a China, até o momento pelo menos, está demonstrando maior capacidade para enfrentar a crise e está também demonstrando a capacidade de cooperar internacionalmente em um momento crítico, coisa que os Estados Unidos não estão demonstrando. Então acho que tudo isso vai implicar mudanças importantes na organização do mundo”, completou.

Apesar das incertezas, o ex-ministro cravou que o mundo não permanecerá estático depois da pandemia. “É difícil fazer uma previsão exata porque estamos vivendo no meio dessa crise nebulosa, mas uma coisa é certa: como muitos têm dito, o mundo não será o mesmo, o mundo vai mudar e eu acho que esse mundo terá que ser reorganizado”.

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