China diz esperar paz e estabilidade em Mianmar, sem interferência externa

Os militares de Mianmar anunciaram na segunda-feira que novas eleições serão realizadas após o fim do estado de emergência de um ano, e devolverão o poder ao novo governo. Os militares disseram que durante o estado de emergência, a Comissão Eleitoral da União será reformada e os resultados das eleições parlamentares serão analisados.China pede paz e estabilidade e rejeita interferência externa

O presidente de Mianmar U Win Myint e a conselheira de Estado Aung San Suu Kyi
O presidente de Mianmar U Win Myint e a conselheira de Estado Aung San Suu Kyi (Foto: Global Times)
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247 - Os militares de Mianmar anunciaram o estado de emergência nesta segunda-feira (1º/2) e disseram que o poder foi entregue ao comandante-chefe das Forças Armadas, após a detenção de líderes políticos de Mianmar, incluindo Aung San Suu Kyi e o presidente U Win Myint.

A mídia ocidental vê isso como um golpe de fato, já que a transição de poder ocorreu poucas horas antes de o parlamento recém-eleito de Mianmar começar sua sessão de abertura após as eleições de novembro.

Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse na entrevista coletiva de rotina desta segunda-feira que a China está buscando mais informações.

"A China é um vizinho amigo de Mianmar e esperamos que todas as partes em Mianmar possam lidar adequadamente com as diferenças de acordo com a estrutura constitucional e legal e salvaguardar a estabilidade política e social", disse Wang.

O alvoroço político veio após uma grande onda de insatisfação dos militares e do Partido da Solidariedade e Desenvolvimento da União (USDP) contra a Liga Nacional para a Democracia (NLD), que venceu as eleições de novembro, mas foi acusada de fraude por militares e meios de comunicação.

O NLD conquistou uma vitória esmagadora, dando a Aung San Suu Kyi um segundo mandato de cinco anos. O NLD ficou com 83% dos votos nas eleições, enquanto o Partido da Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), apoiado pelo exército, ganhou 33 dos 476 assentos no parlamento, muito menos do que o partido esperava.

Especialistas disseram que as ações militares podem ser vistas como um ajuste à disfuncional estrutura de poder do país. A China tem mantido boas relações com o atual governo e os militares e espera que os dois lados possam chegar a um acordo por meio de negociações para manter a paz e a estabilidade. Eles também observaram que o país deve ser cauteloso com possíveis interferências externas, informa o Global Times.

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