China vai contra-atacar os EUA em guerra comercial, diz Xi Jinping

"No Ocidente, você tem a noção de que se alguém bate na sua bochecha esquerda, você dá a outra face", disse o presidente da China, Xi Jinping; "Em nossa cultura, nós batemos de volta"

"No Ocidente, você tem a noção de que se alguém bate na sua bochecha esquerda, você dá a outra face", disse o presidente da China, Xi Jinping; "Em nossa cultura, nós batemos de volta"
"No Ocidente, você tem a noção de que se alguém bate na sua bochecha esquerda, você dá a outra face", disse o presidente da China, Xi Jinping; "Em nossa cultura, nós batemos de volta" (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta segunda-feira (25) que seu governo pretende contra-atacar em sua disputa comercial com os Estados Unidos. 

"No Ocidente, você tem a noção de que se alguém bate na sua bochecha esquerda, você dá a outra face", disse Xi. Os comentário foram direcionados e um grupo de 20 CEOs, em sua maioria americanos e europeus, de acordo com pessoas informadas sobre o evento. "Em nossa cultura, nós batemos de volta."

Além de impor tarifas sobre produtos dos EUA, a China pode atrasar operações de fusões e aquisições envolvendo empresas norte-americanas, atrasar licenças e aumentar as inspeções ou direcionar seus 1 bilhão de consumidores a evitar produtos do país.

O país asiático já havia anunciado que vai impor uma tarifa adicional de 25% sobre 659 produtos dos Estados Unidos avaliados em US$ 50 bilhões, informou, na semana passada, a agência de notícias oficial Xinhua citando a Comissão de Tarifas do Conselho de Estado.

Tarifas sobre US$ 34 bilhões em bens dos EUA incluindo produtos agrícolas, aquáticos e automóveis entrarão em vigor em 6 de julho, noticiou a Xinhua, citando a comissão.

As tarifas também serão aplicadas a automóveis e produtos aquáticos, disse o ministério.

A lista de 659 produtos dos EUA foi mais longa do que uma lista preliminar de 106 produtos publicada pelo Ministério do Comércio em abril, embora o valor dos produtos afetados tenha permanecido inalterado em US$ 50 bilhões.

*Com informações da Reuters

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