Cocô: a nova arma da oposição venezuelana

Os protestos da oposição venezuelana na quarta-feira podem ser os mais repugnantes da onda de manifestações que já dura seis semanas, pois os manifestantes se preparam para lançar fezes nas forças de segurança, além dos costumeiros coquetéis molotov e pedras; a nova tática foi apelidada de "cocotov"; "Eles têm gás, nós temos excremento", diz um cartaz convocando para a "Marcha da Merda" que circulou nas redes sociais

Os partidários da oposição gritam slogans durante um protesto contra o governo do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, em San Cristobal 31/03/ 2017. REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez
Os partidários da oposição gritam slogans durante um protesto contra o governo do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, em San Cristobal 31/03/ 2017. REUTERS/Carlos Eduardo Ramirez (Foto: Leonardo Attuch)
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CARACAS (Reuters) - Os protestos da oposição venezuelana na quarta-feira podem ser os mais repugnantes da onda de manifestações que já dura seis semanas, pois os manifestantes se preparam para lançar fezes nas forças de segurança, além dos costumeiros coquetéis molotov e pedras.

A nova tática foi apelidada de "cocotov" em um jogo de palavras com as bombas utilizadas com frequência nos protestos de rua na Venezuela.

"Eles têm gás, nós temos excremento", diz um cartaz convocando para a "Marcha da Merda" que circulou nas redes sociais e em grupos de WhatsApp venezuelanos.

Com a inflação de três dígitos, escassez de medicamentos básicos e milhões de pessoas sofrendo com a escassez de alimentos, o país está passando por uma grande crise.

Por semanas, centenas de milhares de pessoas têm tomado as ruas contra o governo do presidente impopular Nicolás Maduro.

Alguns simpatizantes da oposição estão consternados com os planos de usar fezes, tanto animais como humanas, chamando-a de tática anti-higiênica e inadequada, mesmo diante de um governo que eles desprezam.

Muitos observam que o lançamento de fezes poderia aumentar os casos de doenças infecciosas que estão subindo devido à falta de medicamentos, bem como materiais básicos de limpeza, como sabonetes e desinfetante.

"As crianças saem com apenas pedras, essa é sua arma, agora têm outra arma: excremento", disse uma dentista de 51 anos que preparava recipientes de fezes em sua casa para os manifestantes lançarem contra autoridades.

"Um dos meus pacientes está coletando excrementos de seu filho", disse a dentista, que pediu para não ser identificada.

Mensagens dando instruções passo a passo e conselhos sobre como montar os "cocotovs" se tornaram viral nos grupos venezuelanos de WhatsApp.

Alguns insistem em evitar recipientes de vidro para garantir que os projéteis apenas humilhem as tropas em vez de lesioná-las.

(Por Girish Gupta e Christian Veron)

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