Confronto na fronteira da Colômbia com Venezuela deixou 285 feridos

Ministério das Relações Exteriores da Colômbia informou que 285 pessoas se feriram nos confrontos registrados ao  longo deste sábado (23) na fronteira com a Venezuela; ministério informou também que um grupo de 60 militares venezuelanos pediu refúgio na Colômbia; confrontos foram registrados em meio à tentativa frustrada de levar mantimentos e medicamentos feita por grupos de oposição ao governo de Nicolás Maduro, que receia que a suposta ajuda humanitária seja um pretexto para uma intervenção militar apoiada pelos EUA

Confronto na fronteira da Colômbia com Venezuela deixou 285 feridos
Confronto na fronteira da Colômbia com Venezuela deixou 285 feridos (Foto: Elyxandro Cegarra)

Agência Brasil - A exemplo do que ocorreu na fronteira da Venezuela com o Brasil, a Colômbia também registrou momentos de violência e tensão na região. Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia informou que 285 se feriram nos confrontos em decorrência, sobretudo, dos ataques com gás lacrimogêneo e armas não-convencionais.

Dos 285 feridos, 255 são venezuelanos e 30 são colombianos. No comunicado, o ministério informou também que um grupo de 60 militares venezuelanos, incluindo oficiais, pediram refúgio na Colômbia. De acordo com o texto oficial, a reação dos militares demonstra o descrédito no governo do venezuelano Nicolás Maduro.

O comunicado ressalta também que a prioridade do presidente da Colômbia, Iván Duque, é proteger a integridade de pessoas na zona fronteiriça e providenciou o retorno de caminhões para proteger a ajuda humanitária.

"O mundo testemunhou que a Colômbia, Chile, Paraguai, Estados Unidos e muitos países da região estiveram em uma ação humanitária e pacífica multilateral para levar alimentos e remédios para os cidadãos venezuelanos. A Colômbia e a comunidade internacional cumpriram e receberam violência da Venezuela", destaca o comunicado.

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