Congresso do Paraguai abre investigação sobre polêmico contrato energético com o Brasil

Uma comissão bicameral do Congresso do Paraguai começou a investigar o polêmico acordo com o Brasil sobre a distribuição de energia da binacional Usina Hidrelétrica Itaipu. Presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, vem sendo duramente criticado pelo acordo falho com o Brasil, cuj ocntrato é suepito de beneficiar uma empresa ligada ao clã Bolsonaro

Sputnik - Uma comissão bicameral do Congresso do Paraguai começou a investigar o polêmico acordo com o Brasil sobre a distribuição de energia da binacional Usina Hidrelétrica Itaipu.

"O cronograma de trabalho começará oficialmente no dia 19 de agosto, às 9h (às 10h em Brasília), horário em que foram convocados os engenheiros Luis Gilberto Valdez, diretor técnico de Itaipu, e Ubaldo Fernández, gerente técnico da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE)", de acordo com informação publicada no site do Senado paraguaio.

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, nas últimas semanas, vem sendo criticado pelo acordo falho com o Brasil sobre o uso da energia da usina hidrelétrica.

O acordo, assinado secretamente em 24 de maio, estipulava novos termos e disposições para Paraguai que, segundo críticos, implicariam no aumento de gastos paraguaios, entre outros danos.

No dia 19 de agosto, a comissão bicameral também recolherá depoimento do ex-chanceler Luis Alberto Castiglioni, o ex-diretor técnico de Itaipu, José Sánchez Tillería, o ex-gerente técnico de ANDE, Fabián Cáceres, e o ex-presidente da ANDE, Pedro Ferreira.

As sessões da comissão serão realizadas nos dias 19 e 20 de agosto e serão abertas.

Polêmicas em torno do acordo

No dia 16 de agosto, o presidente paraguaio afirmou que "não faz bem para a República utilizar a ferramenta de juízo político [impeachment], [que] é uma ferramenta constitucional, mas não faz bem usá-la como ameaça permanente ao presidente da República", segundo do jornal La Nación.

A instabilidade também afeta o Estado do Direito, o sistema republicano e a democracia paraguaia, observou o presidente.

No decorrer da semana, houve manifestações e fechamento de estradas em várias partes do país exigindo impeachment do presidente do Paraguai.

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