Coronavírus: 1 milhão perdem emprego e mortes podem chegar até 44 mil no Canadá

O número diz respeito ao cenário mais pessimista. Outras previsões indicam entre 11 mil a 22 mil mortes no país

(Foto: Part of the Ken & Cathy Hook Album)
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247 - A pandemia do coronavírus pode causar entre 11 mil e 22 mil mortos no Canadá até o outono (primavera no Brasil). O país prevê um cenário em que novas ondas de propagação do vírus podem durar até o final do ano. “É necessário ser disciplinado nos próximos meses. É desta forma que vamos reduzir o número de casos”, disse o primeiro-ministro Justin Trudeau, em defesa do isolamento social.

Uma das principais cidades do país, Montreal, localizada na província de Quebec, prevê que o pico da pandemia será atingida nos próximos dias, informou a diretora regional de Saúde Pública da cidade, Mylène Drouin. Trudeau afirmou o mesmo em nível nacional, acrescentando que a primeira onda de propagação deve terminar apenas no verão (inverno no Brasil).

As autoridades sanitárias do Canadá prevêem que entre 2,5% a 5% da população canadense deve ser infectada pelo novo coronavírus, o que é cerca de 934 mil pessoas, no primeiro caso, podendo levar o país à 11 mil óbitos diante da pandemia. Caso 5% da população seja atingida, o número de óbitos previsto vai para 22 mil. Os números são acompanhados por 73 mil hospitalizações e 23 mil em cuidados intensivos, no primeiro caso, e 146 mil hospitalizados e 46 mil em UTIs, no segundo.

Cenários mais pessimistas ainda dizem que cerca de 10% da população do país poderá ser infectada, levando a cerca de 44 mil mortes decorrentes do vírus.

Desemprego

A crise sanitária é acompanhada pela crise econômica. Statistique Canada afirma que a taxa de desemprego aumentou 2,2% chegando em 7,8%. Mais de 1 milhão de empregos foram perdidos somente em março deste ano. Assim, a taxa de desemprego atinge o maior ponto desde outubro de 2010.

Em províncias como o Quebec a taxa de desemprego teve um aumento superior a 2,2%, passando de 4,5% a 8,1% de fevereiro para março. Os economistas, entretanto, afirmam que os números serão ainda mais altos em abril.

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