Coronavírus: Marrocos concede indulto a mais de 5 mil detentos

Diante da superlotação dos presídios no país, o rei Maomé VI concedeu indulto a 5.654 detentos para não infectar as prisões com o vírus. Vale lembrar que a taxa de encarceramento do país é menor que a do Brasil

Rei Maomé VI
Rei Maomé VI (Foto: Reuters)
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247 - O rei Maomé VI concedeu indulto a mais de 5.000 detentos neste domingo, 5. A medida foi tomada para impedir que o coronavírus contamine as prisões marroquinas, que estão superlotadas.

O monarca concedeu o indulto a “5.654 detentos e ordenou tomar todas as medidas necessárias para reforçar a proteção dos detentos nos estabelecimentos penitenciários”, escrever o Ministério de Justiça em comunicado.

Segundo o órgão, os beneficiários do indulto foram selecionados com base na idade, no estado de saúde, a duração de sua detenção e a boa conduta. Eles serão colocados sob supervisionamento e testes medicinais, e deverão ficar em casa durante o tempo da quarentena.

O Marrocos fechou suas fronteiras desde meados de março e declarou estado de urgência sanitária. As prisões, entretanto, tinham ficado de fora apesar da superpopulação. No país, a taxa de encarceramento é de 232 para cada 100.000 habitantes (um pouco menos que no Brasil, onde a taxa é de 335 para cada 100.000).

Domingo de manhã, o país contabilizou 960 infectadas pelo coronavírus, e 60 mortes em decorrência do vírus.

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