Costa Rica cancela contrato de 30 anos com OAS

Presidente Laura Chinchilla citou irregularidades e descontentamento público para interromper a concessão à empresa brasileira para a construção de uma rodovia no país, no valor de US$ 524 milhões; negócio fechado com o apoio do ex-presidente Lula é investigado pelo Ministério Público da Costa Rica por suspeita de tráfico de influência e enriquecimento e associação ilícitos

Costa Rica cancela contrato de 30 anos com OAS
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247 - A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, interrompeu a concessão à empresa brasileira OAS para a construção de uma rodovia no país, no valor de US$ 524 milhões.

Em rede nacional de televisão, Chinchilla citou irregularidades que afetaram o projeto e descontentamento público e sugeriu que uma nova licitação poderá ser feita.

A população local organizou uma manifestação contra o valor do pedágio de US$ 8 (ida e volta), considerado caro e não resolveria o problema dos congestionamentos.

No início da semana, o chefe do Ministério Público da Costa Rica, Jorge Chavarría, determinou a abertura de investigação sobre a concessão, por 30 anos, da rodovia mais importante do país à OAS, com arrecadação estimada em US$ 4 bilhões em em cinco anos.

As licitações vencidas tiveram o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em viagens patrocinadas pela empreiteira, em agosto de 2011.

Segundo a Folha, o Ministério Público investigará se houve tráfico de influência e enriquecimento e associação ilícitos. Advogados alegam que houve pagamento de propina.

A comissão de controle da Assembleia Nacional também abriu investigação. "A rodovia será a mais cara da América Latina: cada quilômetro custará US$ 9 milhões", disse o deputado José María Villalta. No Brasil, o custo de 1 km é um terço disso, segundo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte).

 

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