Cuba responsabiliza EUA por 681 ataques terroristas contra cidadãos do país

"Cuba: o país que recebeu mais ataques terroristas durante mais tempo. Temos toda a moral do mundo para denunciar o governo imperial [dos EUA] como responsável por estes atos", escreveu o presidente cubano Miguel Díaz-Canel nas redes sociais

(Foto: REUTERS/Alexandre Meneghini)
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247 - Um jornal cubano contabilizou 681 ações terroristas contra o país caribenho ao longo das décadas realizadas pela CIA ou por grupos apoiados pela Casa Branca.

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel culpou os Estados Unidos pelos ataques terroristas lançados contra a ilha nos últimos 60 anos, enquanto o país comemora o Dia dos Mártires do Serviço Exterior.

"Cuba: o país que recebeu mais ataques terroristas durante mais tempo. Temos toda a moral do mundo para denunciar o governo imperial [dos EUA] como responsável por estes atos", postou Díaz-Canel nas redes sociais.

Segundo os números publicados na sexta-feira (11) no jornal local Granma, foram realizadas 681 ações terroristas contra Cuba, financiadas e perpetradas pela Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos EUA, bem como por grupos da oposição cubana, sediados no país norte-americano, com o apoio da Casa Branca.

Como resultado destes ataques, 3.478 mulheres, homens e crianças cubanos perderam suas vidas, outros 2.099 ficaram inválidos.

Por sua vez, Bruno Rodríguez Parrilla, o ministro das Relações Exteriores, lembrou o assassinato em Nova York, EUA, do diplomata Félix García Rodríguez às mãos de assassinos de um grupo terrorista de origem cubana sediado nos Estados Unidos.

"Em 11 de setembro de 1980, a organização terrorista OMEGA 7 assassinou nas ruas dos Estados Unidos o diplomata Félix García Rodríguez. No Ministério das Relações Exteriores de Cuba prestamos homenagem, no Dia dos Mártires do Serviço Exterior, a seu legado e àqueles que perderam a vida cumprindo seu dever", postou nas redes sociais.

Há 40 anos, García Rodriguez transitava pelas ruas do distrito de Queens em Nova York, EUA, e quando esperava em seu carro a mudança dos semáforos foi baleado com uma submetralhadora Mac-10 com silenciador, se tornando o primeiro representante estrangeiro credenciado na ONU a ser morto no país norte-americano.

Segundo um relatório do FBI, horas após o crime, Pedro Remón, membro do grupo Omega 7, reivindicou a responsabilidade pelo assassinato do diplomata cubano em nome da quadrilha armada.

O ataque mais recente foi registrado em 30 de abril de 2020, quando um indivíduo armado com um fuzil de assalto disparou contra a embaixada cubana em Washington, EUA. Até agora o governo norte-americano não fez nenhuma declaração sobre o assunto.

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