Em retaliação aos 'movimentos errôneos' dos EUA, China impõe restrições aos diplomatas norte-americanos

Pequim introduziu restrições recíprocas a diplomatas americanos e outros funcionários da embaixada e consulados dos EUA na China, informou o Ministério das Relações Exteriores chinês nesta sexta-feira (11)

Bandeiras dos Estados Unidos e da China
Bandeiras dos Estados Unidos e da China (Foto: REUTERS/Aly Song)
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Sputnik - Esse é mais um capítulo na deterioração das relações político-econômicas relação entre os EUA e a China, que vem se desgastando nos últimos anos e parece ter atingido um pico em 2020.

Pequim introduziu restrições recíprocas a diplomatas americanos e outros funcionários da embaixada e consulados dos EUA na China, incluindo Hong Kong, anunciou em nota diplomática o Ministério das Relações Exteriores da China nesta sexta-feira (11).

"Deve-se enfatizar que essas medidas são a necessária e legítima resposta da China aos movimentos errôneos dos EUA. […] Mais uma vez, exortamos o lado norte-americano a corrigir imediatamente seus erros e a suspender as restrições irracionais impostas à embaixada e aos consulados chineses e seus funcionários", afirma o comunicado.

Roubo de propriedade intelectual

As restrições chinesas são uma resposta ao bloqueio por parte dos EUA a concessões de vistos para estudantes de pós-graduação e pesquisadores chineses. A administração Trump garante que essa medida é necessária para impedi-los de roubar pesquisas confidenciais.

Um dia antes, na terça-feira (8), o presidente dos EUA afirmou que pretende restringir as relações econômicas com a China e punir qualquer empresa norte-americana que crie empregos no país asiático.

Acusações de espionagem

Em julho, EUA exigiram o fechamento do Gabinete de Passaportes e Vistos no Consulado-Geral da China em Houston, Texas, acusando os chineses de realizarem espionagem no local. Anteriormente, os diplomatas de Pequim foram obrigados a informar as autoridades norte-americanas sobre quaisquer reuniões com políticos estaduais e locais, bem como comunicações com instituições de ensino e pesquisa.

Semanas depois, o governo norte-americano afirmou que iria proibir o uso do popular aplicativo chinês TikTok nos EUA, uma vez que a Casa Branca alega que o popular app pode ser utilizado por Pequim para espionagem.

China rechaça as acusações e responde acusando Washington de espionagem a nível global, se referindo ao programa de vigilância PRISM da Agência de Segurança Nacional dos EUA revelado por Edward Snowden.

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