Em reunião, Fernández pede fortalecimento do Mercosul a Bolsonaro

"Realizo esta reunião para dar ao Mercosul o impulso que necessita, e é imprescindível que Brasil e Argentina o façam juntos", disse o presidente argentino

Alberto Fernandez e Jair Bolsonaro
Alberto Fernandez e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters | Reprodução)
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Sputnik - Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, e Alberto Fernández, presidente da Argentina, tiveram nesta segunda-feira (30) sua primeira reunião desde que Fernández tomou posse, em 10 de dezembro de 2019.

A conversa, que aconteceu nesta segunda (30) em ocasião do Dia da Amizade Brasil-Argentina, aconteceu por videoconferência. Na reunião, Bolsonaro e Fernández discutiram assuntos de interesse em comum aos dois países, e trataram especialmente do Mercosul.

"Realizo esta reunião para dar ao Mercosul o impulso que necessita, e é imprescindível que Brasil e Argentina o façam juntos", disse Fernández.

Bolsonaro, por sua vez, garantiu que o Mercosul é o "principal pilar de integração" da América do Sul e pediu "mecanismos mais ágeis e menos burocráticos" na união compartilhada por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Fernández fala em aproximação entre os dois países

Durante a cerimônia realizada nesta ocasião, o presidente argentino ressaltou a necessidade de que ele e Bolsonaro deixem de lado "as diferenças do passado".

Segundo Fernández, só assim os países conseguirão "enfrentar o futuro com as ferramentas que funcionam bem entre nós" para "valorizar todos os pontos de acordo".

Nos últimos meses, Fernández e Bolsonaro trocaram farpas diversas vezes – antes mesmo de o presidente argentino ser eleito. Nas eleições, Bolsonaro apoiou Mauricio Macri e, durante a campanha, chamou Fernández e seus apoiadores de "bandidos de esquerda", levando o novo presidente argentino a acusar o brasileiro de ser "misógino" e "racista".

Em abril deste ano, Fernández criticou a posição de Bolsonaro em relação ao Mercosul. Em setembro, o presidente argentino respondeu ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair, que havia afirmado que "a Argentina virou uma calamidade" e que "o país foi destruído pelo governo socialista" de Fernández.

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