Em visita à China, chanceler iraniano diz que futuro do pacto nuclear depende dos EUA

O futuro do pacto nuclear depende dos Estados Unidos, porque, para salvá-lo, ele precisa abandonar as sanções econômicas contra o Irã, advertiu Mohammad Javad Zarif, Ministro de Relações Exteriores do país, que se encontra na China

Chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif
Chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif (Foto: REUTERS/Carlo Allegri)

Prensa Latina - O futuro do pacto nuclear depende dos Estados Unidos, porque, para salvá-lo, ele precisa abandonar as sanções econômicas contra o Irã, advertiu Mohammad Javad Zarif, Ministro de Relações Exteriores do país, que se encontra  na China. 

Em entrevista ao canal CCTV, nesta quinta-feira (29), o ministro das Relações Exteriores lamentou que o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha optado pelo 'terrorismo econômico' contra Teerã em vez de normalizar os laços bilaterais.  

Como ele apontou, para sustentar qualquer negociação, Washington deve primeiro acabar com o assédio a outros países que têm laços com o Irã.  Zarif lembrou que os Estados Unidos, em maio de 2018, decidiram se retirar do chamado Plano de Ação Conjunta Abrangente (JCPOA).   

Zarif concedeu a entrevista no contexto de sua visita à China nesta semana, e na qual ele abordou com seu Wang Yi, ministro das Relações Exteriores chinês, questões de interesse mútuo para ambos os países, incluindo a situação no Oriente Médio.  

Wang expressou apoio aos esforços de Teerã para salvar o JCPOA depois que Washington se retirou do acordo e às legítimas demandas iranianas nesse assunto.  

Ele também disse que a China continuará a implementar o texto, cumprirá suas obrigações internacionais e desempenhará um papel ativo no relaxamento da área do Golfo Pérsico.  

Esse acordo é considerado um marco diplomático e foi assinado pela Rússia, China, Reino Unido, Alemanha, França, Estados Unidos e Irã em 2015.

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