Embaixatriz da Ucrânia pede apoio do Brasil a seu país

Fabiana Tronenko, recebida pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, acredita que o Brasil deveria se posicionar mais firmemente sobre o assunto: "Nós necessitamos dos nossos países amigos; precisamos de um posicionamento do Brasil, não da sua interferência. Nenhum país está livre de sofrer essas mesmas infrações que a Ucrânia está sofrendo hoje em relação à sua soberania"

Fabiana Tronenko, recebida pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, acredita que o Brasil deveria se posicionar mais firmemente sobre o assunto: "Nós necessitamos dos nossos países amigos; precisamos de um posicionamento do Brasil, não da sua interferência. Nenhum país está livre de sofrer essas mesmas infrações que a Ucrânia está sofrendo hoje em relação à sua soberania"
Fabiana Tronenko, recebida pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, acredita que o Brasil deveria se posicionar mais firmemente sobre o assunto: "Nós necessitamos dos nossos países amigos; precisamos de um posicionamento do Brasil, não da sua interferência. Nenhum país está livre de sofrer essas mesmas infrações que a Ucrânia está sofrendo hoje em relação à sua soberania" (Foto: Gisele Federicce)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Sílvia Mugnatto, da Agência Câmara - A Comissão de Relações Exteriores da Câmara recebeu nesta quarta-feira a embaixatriz da Ucrânia, Fabiana Tronenko. Ela veio pedir apoio do governo brasileiro a seu país. Em fevereiro, o Parlamento ucraniano destituiu Viktor Yanukovich da Presidência após protestos contra o governo, que resultaram em centenas de mortes. Em novembro, Yanukovich havia desistido de um acordo com a União Europeia, em favor da Rússia.

Em março, o governo russo colocou forças militares na Crimeia, no sul da Ucrânia, e está organizando um referendo para o dia 16 para que a população local decida se quer se juntar à Rússia. Nesta quarta-feira, os líderes do G-7, as sete maiores economias do mundo, pediram que o governo russo suspenda a convocação do referendo.

No Brasil, o Itamaraty já divulgou uma nota pedindo uma solução pacífica para os problemas. Mas a embaixatriz Fabiana Tronenko acredita que o Brasil deveria se posicionar mais firmemente sobre o assunto: "Nós necessitamos dos nossos países amigos; precisamos de um posicionamento do Brasil, não da sua interferência. Nenhum país está livre de sofrer essas mesmas infrações que a Ucrânia está sofrendo hoje em relação à sua soberania".

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que já presidiu a Comissão de Relações Exteriores, acredita que o governo brasileiro precisa mesmo agir com cautela: "O Brasil fez o correto: não-intervenção, e que o povo decida o destino que deseja".

O deputado Cláudio Cajado (DEM-BA), que preside o Grupo Parlamentar Brasil-Ucrânia, apresentou requerimento para que a Comissão de Relações Exteriores se manifeste pelo fim da violência e pela integridade e unidade territorial daquele país. "A Ucrânia está sendo invadida pela Rússia. Não houve uma falta de respeito à soberania da Ucrânia a partir do momento em que forças russas e paramilitares invadem o território e o governo brasileiro não se posiciona?", indaga.

Está na pauta da Comissão de Relações Exteriores um requerimento para que seja realizada uma audiência pública sobre o assunto, que deve ser votado na próxima reunião da comissão.

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

WhatsApp Facebook Twitter Email