Equador reconhece ter limitado acesso à internet de Assange

O governo do Equador confirmou, em um comunicado nesta terça-feira, ter limitado temporariamente o acesso de Julian Assange ao sistema de comunicação de sua embaixada no Reino Unido, em Londres, para impedir a interferência do fundador do WikiLeaks no andamento das eleições presidenciais norte-americanas

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na varanda da embaixada do Equador em Londres. 19/08/2012 REUTERS/Olivia Harris
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na varanda da embaixada do Equador em Londres. 19/08/2012 REUTERS/Olivia Harris (Foto: Leonardo Attuch)

Da Agência Sputinik

O governo do Equador confirmou, em um comunicado nesta terça-feira, ter limitado temporariamente o acesso de Julian Assange ao sistema de comunicação de sua embaixada no Reino Unido, em Londres, para impedir a interferência do fundador do WikiLeaks no andamento das eleições presidenciais norte-americanas.

"Nas últimas semanas, o WikiLeaks publicou um grande número de documentos que impactaram a campanha eleitoral nos Estados Unidos. A decisão de tornar públicas essas informações é da exclusiva responsabilidade da organização WikiLeaks", informou o comunicado. 

Com objetivo de "respeitar o princípio da não-intervenção”, e o Equador "não interfere em processos eleitorais em curso”, a Embaixada do país em Londres "restringiu, temporariamente, o acesso a uma parte do seu sistema de comunicações na Embaixada no Reino Unido".

O Ministério das Relações Exteriores do Equador destacou que a atual restrição não impede a organização WikiLeaks, fundada e liderada por Assange, de continuar a exercer as suas atividades jornalísticas.

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