'Estejam preparados': China afirma que responderá qualquer tarifa dos EUA

Pequim está pronta para tomar medidas retaliatórias caso os Estados Unidos introduzam mais tarifas sobre produtos chineses, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (2)

Donald Trump dos Estados Unidos e Xi Jinping da China
Donald Trump dos Estados Unidos e Xi Jinping da China (Foto: REUTERS / KEVIN LAMARQUE)

Sputnik Brasil - Pequim está pronta para tomar medidas retaliatórias caso os Estados Unidos introduzam mais tarifas sobre produtos chineses, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, em uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (2).

Na quinta-feira (1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Washington vai impor tarifas de 10% sobre US$ 300 bilhões em importações chinesas a partir de 1º de setembro.  

"O lado chinês terá que adotar as contra-medidas necessárias se os Estados Unidos introduzirem novas tarifas. Washington deve ser responsabilizada pelas conseqüências, e se eles realmente derem esse passo, então eles devem estar preparados para todos os possíveis resultados", disse Hua. 

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores pediu aos EUA que resolvam a disputa comercial por meio do diálogo e ajam com responsabilidade. 

"Pequim pede aos Estados Unidos que abandonem as ilusões, mostrem responsabilidade e voltem ao caminho certo para resolver as contradições através de um diálogo mutuamente benéfico e igualitário", disse ela.

Na véspera do anúncio de Trump, os EUA e a China encerraram suas negociações comerciais em Xangai. A Casa Branca descreveu o encontro como "construtivo", afirmando que a China está comprometida em aumentar as compras de produtos agrícolas norte-americanos. 

Ambos os países estão em guerra comercial desde junho de 2018, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de US$ 50 bilhões em importações chinesas em uma tentativa de equilibrar o déficit comercial. Desde então, os dois países introduziram várias rodadas de tarifas recíprocas.

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