EUA montam cerco diplomático ao Irã no Oriente Médio

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, desembarcou nesta segunda-feira (24) na Arábia Saudita para abordar o momento de tensão entre seu país e Irã

U.S. Secretary of State Michael R. Pompeo meets with Saudi King Salman bin Abdul-Aziz in Riyadh, Saudi Arabia, on January 14, 2019. [State Department photo/ Public Domain]
U.S. Secretary of State Michael R. Pompeo meets with Saudi King Salman bin Abdul-Aziz in Riyadh, Saudi Arabia, on January 14, 2019. [State Department photo/ Public Domain]

AFP - O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, desembarcou nesta segunda-feira (24) na Arábia Saudita para abordar o momento de tensão entre seu país e Irã.

Pompeo se reunirá na cidade portuária de Jidá, oeste da Arábia Saudita, com o rei Salman e o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, antes de viajar aos Emirados Árabes Unidos, de acordo com fontes americanas.  As autoridades sauditas e dos Emirados apoiam a postura da administração do presidente americano Donald Trump ante o Irã.

"Vamos falar com eles sobre como assegurar que estamos todos estrategicamente alinhados e sobre como podemos construir uma coalizão global", declarou Pompeo aos jornalistas antes de deixar Washington.  Pompeo faz escala na Arábia Saudita em sua viagem para a Índia, onde iniciará na terça-feira uma visita oficial.

O Irã derrubou na quinta-feira um drone militar americano. O país alegou que o aparelho violou o espaço aéreo iraniano.  O governo dos Estados Unidos afirma que o drone foi derrubado no espaço aéreo internacional e Trump informou que anulou uma operação de represália 10 minutos antes do início.

A visita de Pompeo a Arábia Saudita coincide com uma polêmica nos Estados Unidos sobre os vínculos da administração Trump com Mohamed Bin Salman, considerado pela CIA e por vários congressistas o responsável pela morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, assassinado no consulado saudita em Istambul.  Na sexta-feira, Mike Pompeo justificou as vendas de armas a Arábia Saudita com um procedimento de "urgência", que não precisa do aval do Congresso, pela "agressão iraniana".  Os contratos, que também envolvem Emirados e Jordânia, alcançam 8,1 bilhões de dólares.

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