EUA pedem recontagem de votos na Venezuela

Venezuela outra vez em transe; Henrique Capriles convoca três dias de protestos nas ruas para exigir recontagem de votos; Nicolás Maduro chama comício da vitória; porta-voz da Casa Branca não reconhece resultado; Jay Carey diz que decisão definitiva, agora, seria "inconsistente"; recontagem "parece ser um passo importante, prudente e necessário", dizem EUA; OEA também quer nova contagem; derrota do opositor Capriles se deu oficialmente por menos de 250 mil votos; "Sem uma auditoria de tudo, ele será um presidente ilegítimo", disse ele sobre Maduro

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247 - Os Estados Unidos entraram no jogo de pressão para que haja uma recontagem dos votos na eleição presidencial da Venezuela, realizada domingo, que terminou em vitória apertada do candidato chavista Nicolás Maduro sobre o oposicionista Henrique Capriles. Uma nova conferência dos votos, como pedem Capriles e seus correligionários, “parece ser um passo importante, prudente e necessário para assegurar que todos os venezuelanos tenham confiança nos resultados", disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, manifestando a posição oficial do governo americano nesta segunda-feira 15.

Para Carney, o resultado, sem uma recontagem, é “incosistente”. De acordo com os números oficiais, Maduro bateu Capriles por menos de 250 mil votos, conseguindo 50,75% contra 48,98% do opositor de direita. Esse resultado foi alcançado com 99,2% dos votos apurados.

Em entrevista coletiva, Carney evitou dar o reconhecimento do governo de Barack Obama à vitória de Maduro. Ele apenas felicitou a população venezuelana pelo processo eleitoral, que teve abstenção de cerca de 20%. A recontagem de votos na Venezuela pode ser feita por meio de sufrágios em papel, que foram depositados pelos eleitores em seguida ao voto eletrônico.

Mais cedo, o candidato opositor Henrique Capriles disse que rival Nicolás Maduro será um presidente ilegítimo se não houver recontagem dos votos.  "O povo venezuelano tem direito de auditar as eleições e conhecer a verdade. Até que não se conte cada voto, auditoria de tudo, há um presidente ilegítimo".

Nesta segunda, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, defendeu a recontagem dos votos e colocou à disposição uma equipe de especialistas eleitorais para ajudar no processo.

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