"Devemos agora saudar um brasileiro com um gesto nazista?"

A pergunta foi feita ao jornalista Jamil Chade, que é correspondente internacional em Genebra, na Suíça, numa padaria, e reflete a perplexidade dos europeus com a o fato de o Brasil hoje estar sendo governado por neofascistas. "Agora é o fascismo que contribui para desmanchar uma imagem cultivada pelo Brasil no exterior por décadas", diz ele

(Foto: Reprodução)

247 - O correspondente brasileiro Jamil Chade, que atua na Europa há quase 20 anos, registra a perplexidade da opinião pública do velho continente com o Brasil, que está sendo visto como um país nazista. 

Em seu artigo, ele relata o choque com o caso do vídeo nazista de Roberto Alvim, que foi ao ar na quinta-feira (16) à noite. Reigistra vários episódios de perplexidadade e indignação e conclui:

"A realidade é que, depois de um dos maiores escândalos de corrupção, do caos político, da Amazônia, da situação dos indígenas, da violência dos policiais, dos elogios ao general Pinochet, agora é o fascismo que contribui para desmanchar uma imagem cultivada pelo Brasil no exterior por décadas."

Outra constatação de Chade é a dissonância cada vez maior entre a percepção da opinião pública e a do mercado financeiro sobre o governo Bolsonaro:

"Claro que a Bolsa de Valores continuará a bater recorde enquanto a equipe econômica der provas ao mundo de que está aberta ao capitalismo mundial. Claro que Paulo Guedes será recebido com aplausos em Davos nesta semana.

Mas o descompasso entre a percepção do setor financeiro sobre o Brasil e a imagem pública internacional do país não poderia ser maior".

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