Evo Morales sobre corte de transmissão de canal russo na Bolívia: isso é democracia?

O ex-presidente boliviano Evo Morales disse que o encerramento da transmissão do canal de televisão russo RT na Bolívia é um passo antidemocrático das atuais autoridades

Canal Russo RT
Canal Russo RT (Foto: Sputnik / Ilia Pitalev)
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Sputnik Brasil - Anteriormente, a operadora de televisão a cabo boliviana Cotas havia informado sobre a cessação sem explicações da transmissão do canal televisivo RT em espanhol no país andino a partir do dia 2 de janeiro.

Na Bolívia, tiraram do ar os canais teleSUR TV e Actualidad RT, depois eliminaram as estações de rádio comunitárias e agora estão colocando na cadeia os jovens do programa de rádio e site de notícias La Resistencia. Isso é democracia? Todos os dias os golpistas desmascaram o seu verdadeiro rosto

O aviso que o RT recebeu dizia que esta foi uma decisão do Conselho de Administração da operadora Cotas.

O Ministério das Relações Exteriores russo considerou a ação como uma consequência do rumo político tomado pelo novo governo e disse que era inaceitável tornar os meios de comunicação social reféns da situação política.

Canais tirados do ar

Essa não é a primeira vez que o canal russo é retirado do ar em transmissões estrangeiras. No dia 1º de abril de 2019, o RT, juntamente com canais de outros países, deixou de ser transmitido em Washington (EUA) pelo provedor de comunicação MHz Networks, que justificou o ato "como resultado de mudanças na tecnologia de televisão".

A editora-chefe da agência Rossiya Segodnya, Margarita Simonyan, disse que a decisão de parar de transmitir o canal russo em Washington foi tomada em fevereiro de 2019 devido ao fato de o RT ter recebido o status de agente estrangeiro. Desde então, o canal tem transmitido na capital americana através da Internet e da plataforma de satélite Dish.

 Em novembro, a rede nacional a cabo do Equador desconectou o RT da transmissão, também sem aviso prévio ou explicação. A medida foi considerada censura pelo então presidente equatoriano Rafael Correa.

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