Execução de clérigo saudita aumenta tensão no Oriente Médio

Arábia Saudita executou 47 pessoas, incluindo o xeique Nimr al-Nimr, clérigo da minoria xiita muçulmana; execução provocou reação contra a família Al Saud, que governa o país, e ameaça intensificar ainda mais a onda de conflito sectário na região; no Irã, uma teocracia xiita e rival da Arábia Saudita, mídias estatais exibiam a cobertura de clérigos e membros do governo elogiando Nimr e prevendo a queda da família sunita que governa a Arábia Saudita

Arábia Saudita executou 47 pessoas, incluindo o xeique Nimr al-Nimr, clérigo da minoria xiita muçulmana; execução provocou reação contra a família Al Saud, que governa o país, e ameaça intensificar ainda mais a onda de conflito sectário na região; no Irã, uma teocracia xiita e rival da Arábia Saudita, mídias estatais exibiam a cobertura de clérigos e membros do governo elogiando Nimr e prevendo a queda da família sunita que governa a Arábia Saudita
Arábia Saudita executou 47 pessoas, incluindo o xeique Nimr al-Nimr, clérigo da minoria xiita muçulmana; execução provocou reação contra a família Al Saud, que governa o país, e ameaça intensificar ainda mais a onda de conflito sectário na região; no Irã, uma teocracia xiita e rival da Arábia Saudita, mídias estatais exibiam a cobertura de clérigos e membros do governo elogiando Nimr e prevendo a queda da família sunita que governa a Arábia Saudita (Foto: Aquiles Lins)
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DUBAI (Reuters) - A execução de um líder do clérigo da minoria xiita muçulmana na Arábia Saudita provocou reação contra a família Al Saud, que governa o país, e ameaça intensificar ainda mais a onda de conflito sectário na região.

O Conselho Supremo Islâmico Xiita do Líbano chamou a execução do clérigo Nimr al-Nimr de "grave erro", enquanto o grupo Hezbollah a chamou de assassinato. O aiatolá Ahmad Khatami, clérigo rival de um grupo xiita que ocupa grande parte do Irã, disse que as repercussões contra os governantes sauditas sunitas poderiam "tirá-los das páginas da história".

A Arábia Saudita executou 47 pessoas, incluindo o xeique Nimr, que o governo acusou de incitar a violência contra a polícia. Seus partidários dizem que ele era um dissidente pacífico e que pedia mais direitos para a minoria xiita.

Um grupo de xiitas na província oriental da Arábia Saudita marchou pelo distrito de Qatif, lar de Nimr, e gritava "abaixo Al Saud", e dezenas de pessoas se reuniram nas proximidades de Bahrein, um reino insular governado por sunitas e aliado da Arábia Saudita.

No Irã, uma teocracia xiita e rival da Arábia Saudita, mídias estatais exibiam sem parar a cobertura de clérigos e membros do governo elogiando Nimr e prevendo a queda da família sunita que governa a Arábia Saudita.

Líderes xiitas no Iraque, Kuwait, Líbano e Iêmen também advertiram sobre possíveis represálias, sinalizando conflitos sectários ainda maiores em todo o Oriente Médio.

(Por Sam Wilkin)

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