Foi consumado na Bolívia o golpe mais ardiloso e nefasto da história, diz Evo Morales

O presidente deposto da Bolívia denuncia que foi uma ilegalidade a autoproclamação como chefe de Estado por parte da vice-presidente do Senado boliviano, em sessão realizada sem quórum legislativo

(Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins)

O presidente deposto da Bolívia, Evo Morales, denunciou nesta terça-feira (12) a manobra realizada pela representante da oposição, Jeanine Áñez Chávez, para assumir o cargo de presidente interina do país: "Consuma-se o golpe mais ardiloso e nefasto da história".

A autoproclamação foi feita em sessão que não obteve quórum em nenhuma das câmeras do Congresso boliviano.

"Uma senadora da direita golpista se autoproclama presidente do Senado, e logo depois presidente interina da Bolívia, sem quórum legislativo, rodeada por um grupo de cúmplices e apoiada pelas Forças Armadas e pela polícia, que reprimem o povo", escreveu Morales em sua conta no Twitter.

De acordo com o mandatário deposto, a autoproclamação vai contra a Carta Magna, que estipula os procedimentos em caso de renúncia presidencial e as regras de sucessão constitucional da presidência do Senado e da Câmara dos Deputados.

"Esta autoproclamação atenta contra os artigos 161, 169 e 410 da Constituição, que determinam a aprovação ou rejeição de uma renúncia presidencial, a sucessão constitucional da presidência do Senado ou da Câmara de deputados e a supremacia da Constituição. A Bolívia está sofrendo um assalto ao poder do povo".

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