Governo britânico diz não a segundo referendo sobre Brexit

O governo do Reino Unido não está preparando um segundo referendo sobre a saída da União Europeia (UE), processo conhecido como "Brexit", disseram ministros britânicos neste domingo (16)

Governo britânico diz não a segundo referendo sobre Brexit
Governo britânico diz não a segundo referendo sobre Brexit

247, com Reuters - O governo do Reino Unido não está preparando um segundo referendo sobre a saída da União Europeia (UE), processo conhecido como "Brexit", disseram ministros britânicos neste domingo (16), mantendo a visão de que o acordo da primeira ministra Theresa May ainda pode passar pelo Parlamento com poucas alterações.

May adiou uma votação na semana passada sobre o acordo de deixar a União Europeia por avaliar que perderia no Parlamento e tentou assegurar "garantias" do bloco para tentar vender melhor a proposta a legisladores céticos. Bruxelas disse na semana passada estar pronta para ajudar, mas alertou que May não poderia renegociar o acordo.

Com menos de quatro meses antes do prazo estipulado para o Reino Unido deixar a UE, em março, o Brexit, maior mudança no comércio e na política externa britânicas em mais de 40 anos, está mostrando que não é algo tranquilo e provoca profundas divisões no Parlamento e em todo o país.

Com May enfrentando impasses no Parlamento por conta do acordo e a UE oferecendo pouco até agora, mais políticos estão falando sobre a possibilidade de o Reino Unido sair sem um acordo ou fazer um segundo referendo que poderia impedir a realização do Brexit.

Perguntado sobre se o governo estava preparando uma votação, o ministro da Educação Damian Hinds disse à Sky News: "Não, um segundo referendo geraria divisões. Tivemos o voto do povo, tivemos o referendo e agora temos que seguir com sua implementação".

O ministro do comércio Liam Fox também afirmou que um segundo referendo "perpetuaria" as profundas divisões no Reino Unido, acrescentando que a primeira-ministra estava assegurando as garantias necessárias para convencer o Parlamento a apoiar seu acordo.

Quanto maior fora a demora, no entanto, elevam-se as vozes que pedem uma mudança de rumo e cresce a pressão para que o Partido Trabalhista, principal partido de oposição, realize ações contra o governo.

May sobreviveu a um voto de desconfiança de seu próprio partido na semana passada, mas os partidos de oposição estão pedindo que o Partido Trabalhista proponha uma moção parlamentar de desconfiança contra o governo nesta semana.

O Partido Trabalhista tem afirmado repetidamente que irá pedir tal moção "no melhor momento", ou quando souber que pode vencer, e por enquanto irá tentar forçar o governo a levar seu acordo ao Parlamento mais cedo.

Andrew Gwynne, um dos líderes do Partido Trabalhista, disse: "Usaremos quaisquer mecanismos que temos à nossa disposição na próxima semana para tentar forçar o governo a levar o acordo para votação antes do Natal."

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