Governo do México rejeita na OEA ameaça de intervenção militar na Venezuela

O México, através de sua embaixadora, Luz Elena Baños Rivas, rejeitou nesta quarta-feira (11) "categoricamente" a convocação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) por considerar inaceitável o projeto que poderia resultar em uma intervenção militar na Venezuela

Embaixadora do México Luz Elena Baños Rivas
Embaixadora do México Luz Elena Baños Rivas (Foto: Reuters)

247 - O México, um dos cinco países a se posicionaram na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o projeto de resolução que prevê a convocação do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (Tiar) - o que poderia resultar em intervenção militar na Venezuela -, expressou sua "profunda preocupação" e rejeitou "categoricamente por considerar inaceitável esse mecanismo que contempla a força militar". 

A manifestação foi feita pela embaixadora Luz Elena Baños Rivas  na sessão do Conselho Permanente da OEA nesta quarta-feira (11).

Apresentado por aliados do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, o Tiar "não é apenas inaceitável, é contrário ao direito internacional. Seria ainda mais sério que um eventual uso da força fosse enquadrado no conceito de legítima defesa", afirmou a embaixadora mexicana.

O Tiar

"O Tiar, também conhecido como Tratado do Rio, é um pacto de defesa mútua assinado em 1947, no Rio de Janeiro, no contexto da Guerra Fria, que prevê a defesa mútua das nações do continente em caso de um ataque estrangeiro. A validade do acordo, entretanto, tem sido questionada desde a Guerra das Malvinas, em 1982, quando os Estados Unidos tomaram o lado do Reino Unido no conflito com a Argentina", explica O Globo.

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