Irã denuncia terrorismo econômico dos EUA e pede que Europa cumpra seus compromissos

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamed Zarif, denunciou o terrorismo econômico dos EUA e diz que a Europa se recusa a cumprir seu dever humanitário básico de ajudar a população que é vítima das sanções norte-americanas

Chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif
Chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif (Foto: REUTERS/Carlo Allegri)

HispanTV - O chanceler iraniano, Mohamed Zarif, disse nesta segunda-feira (2) que os três países europeus que assinaram o acordo nuclear com o Irã, a própria União Européia como bloco e a Suécia, como futuro acionista da Instex (sigla para Trade Exchange Support Instrument), devem cumprir algo tão simples quanto "o dever humanitário básico", em vez de oferecer "promessas vazias" à demanda do Irã, para que não fique afastado dos benefícios previstos no acordo nuclear de 2015. 

O chefe da diplomacia iraniana se referiu mais uma vez aos danos causados ​​pelo terrorismo econômico à vida de civis, especificamente aqueles que sofrem de doenças raras. O terrorismo econômico mata, afirmou Zarif.  

O chanceler iraniano disse também que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, "confirma mais uma vez" que o terrorismo econômico dos EUA exercido contra o Irã busca "matar os iranianos de fome" e, no caso do fornecimento de dispositivos médicos, "matar nossos civis inocentes".  

A administração dos EUA, presidida por Donald Trump, anunciou em maio de 2018 a retirada dos EUA do acordo nuclear alcançado pelo Irã e pelo grupo 5 + 1, então formado pelos EUA, Reino Unido, França, Rússia e China, além da Alemanha.   

Ao se retirar do acordo, os Estados Unidos renovaram todas as sanções que tinham sido levantadas e impuseram várias outras rodadas de restrições brutais que afetaram diretamente a população.

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