Irã descarta diálogo com Estados Unidos

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, descartou nesta quinta-feira (15) qualquer possibilidade de negociação com os Estados Unidos para diminuir a tensão no Golfo

Irã descarta diálogo com Estados Unidos
Irã descarta diálogo com Estados Unidos

AFP - O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif, descartou nesta quinta-feira (15) qualquer possibilidade de negociação com os Estados Unidos para diminuir a tensão no Golfo.

"Não, não há possibilidade de negociações", respondeu Zarif, durante uma visita a Tóquio, ao ser questionado sobre a chance de um diálogo bilateral com Washington para desativar a tensão, informou a agência japonesa Kyodo.

Mais cedo, o chanceler iraniano acusou o governo dos Estados Unidos de provocar uma escalada "inaceitável" das tensões.

"Atuamos com máxima moderação", declarou Zarif, em referência à reação de seu país à decisão do ano passado de Donald Trump de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015, que deveria evitar a produção de armas atômicas por Teerã.

O ministro iraniano, que está no Japão, afirmou que seu país mantém o "compromisso" com a comunidade internacional no âmbito do acordo.

A tensão aumentou nas últimas semanas com o envio ao Oriente Médio de um porta-aviões e de mísseis Patriot por parte dos Estados Unidos, que acusam o Irã de ameaçar seus interesses.

O Departamento de Estado ordenou na quarta-feira que os funcionários diplomáticos não emergenciais deixem o Iraque, vizinho do Irã, alegando uma "ameaça iminente" relacionada "diretamente" com o Irã.

Apesar da escalada, Donald Trump voltou a pedir o diálogo. "Tenho certeza de que o Irã vai querer conversar em breve", escreveu no Twitter.

Apesar da campanha de "máxima pressão", esta não é a primeira vez que Trump cita uma possível negociação, no momento sem sucesso. O presidente estadunidense advertiu na segunda-feira as autoridades iranianas sobre qualquer ato hostil. "Se fizerem algo, vão sofrer muito", alertou.

Washington aumentou a tensão com o reforço de sua presença militar no Golfo.

 

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