Kadafi, o cachorro louco, ataca de novo

Ditador lbio bombardeia instalaes de petrleo do prprio pas para impedir o avano de rebeldes

As forças leais ao ditador Muamar Kadafi atacaram um oleoduto e instalações de armazenamento de petróleo durante combates na região central do país, de acordo com informações de um porta-voz das forças rebeldes na Líbia.

Uma explosão ocorrida hoje levantou uma bola de fogo amarela gigante na área da instalação de petróleo de Sidra, a 580 quilômetros a leste da capital Trípoli. Três colunas de fumaça foram vistas na região, aparentemente provocadas pela queima de óleo.

Mustafa Gheriani, um porta-voz da oposição, disse que as forças de Kadafi atingiram um gasoduto que abastece Sidra com o petróleo proveniente dos campos do deserto.

Ele diz que um depósito de armazenamento de petróleo também foi atingido, aparentemente por um ataque aéreo. Na semana passada, as forças governamentais e os rebeldes lutaram em torno de vários portos do petróleo importantes, como Brega, Ras Lanouf e Sidra.

Na manhã de hoje, aviões da Força Aérea daLíbia também bombardearam civis nas cidades de Zauiya e Ras Lanuf, recuperando terreno antes dominado pelos opositores. A intensa repressão comandada por Kadafi disparou um alerta na Organização das Nações Unidas, que ameaça decretar o espaço aéreo da Líbia como uma zona de exclusão. O que significa que aviões líbios poderão ser abatidos por aeronaves de outros países, como Estados Unidos e Inglaterra, se sobrevoarem seu próprio território.

Kadafi já avisou que não respeitará a determinação da ONU. E isso pode ser a gota d´água para que os Estados Unidos tenham respaldo de outras nações para uma ação militar. Ontem, a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, garantiu que uma zona de exclusão aérea só será imposta sobre a Líbia por decisão das Nações Unidas “e não dos Estados Unidos”. A afirmação foi feita enquanto crescem os debates sobre uma intervenção externa para auxiliar rebeldes a derrubar o ditador Muamar Kadafi.

Apesar de ter afirmado anteontem que a possibilidade de uma operação militar não está descartada, o próprio presidente Barack Obama seria o mais cauteloso em uma ação contra Kadafi. Além dele, o secretário da Defesa, Robert Gates, mostra-se reticente sobre um envolvimento maior na Líbia e insiste na necessidade de apoio internacional.
Segundo pesquisa do Instituto Rasmussen, 63% dos americanos se opõem a um envolvimento direto dos EUA na crise Líbia, 22% defendem uma participação maior - outros 15% disseram não saber. Por enquanto, 40% dos americanos afirmam que Obama tem realizado um bom trabalho na questão líbia, de acordo com o levantamento, enquanto 21% avaliam como ruim.
A cautela americana, porém, não é motivo de consenso em Washington. O democrata John Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, teme que a falta de ação dos EUA possa culminar em tragédias como em Ruanda e na Bósnia. O senador republicano John McCain é outro que pede por ações dos EUA contra Kadafi

(Com informações da Agência Estado)

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