Líder curdo do Iraque anuncia que deixará cargo em novembro

O presidente do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, que anunciou neste domingo (29) que deixará seu cargo em 1º de novembro, atacou o governo central do Iraque e o acusou de usar o referendo de independência como "pretexto" para agir contra os curdos; em discurso televisionado, Barzani assegurou que a operação militar lançada pelas forças iraquianas em meados de outubro nos territórios disputados entre os governos central e curdo já estava "planejada" e teria acontecido mesmo sem a realização da consulta de autodeterminação de 25 de setembro

O presidente do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, que anunciou neste domingo (29) que deixará seu cargo em 1º de novembro, atacou o governo central do Iraque e o acusou de usar o referendo de independência como "pretexto" para agir contra os curdos; em discurso televisionado, Barzani assegurou que a operação militar lançada pelas forças iraquianas em meados de outubro nos territórios disputados entre os governos central e curdo já estava "planejada" e teria acontecido mesmo sem a realização da consulta de autodeterminação de 25 de setembro
O presidente do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, que anunciou neste domingo (29) que deixará seu cargo em 1º de novembro, atacou o governo central do Iraque e o acusou de usar o referendo de independência como "pretexto" para agir contra os curdos; em discurso televisionado, Barzani assegurou que a operação militar lançada pelas forças iraquianas em meados de outubro nos territórios disputados entre os governos central e curdo já estava "planejada" e teria acontecido mesmo sem a realização da consulta de autodeterminação de 25 de setembro (Foto: Aquiles Lins)

Agência EFE - O presidente do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, que anunciou neste domingo (29) que deixará seu cargo em 1º de novembro, atacou o governo central do Iraque e o acusou de usar o referendo de independência como "pretexto" para agir contra os curdos.

Em discurso televisionado, Barzani assegurou que a operação militar lançada pelas forças iraquianas em meados de outubro nos territórios disputados entre os governos central e curdo já estava "planejada" e teria acontecido mesmo sem a realização da consulta de autodeterminação de 25 de setembro.

Além disso, o líder curdo denunciou que a campanha é "inconstitucional" e uma "facada nas costas", em referência à entrada das tropas iraquianas na província petrolífera de Kirkuk, que estava parcialmente nas mãos das forças curdas peshmerga desde 2014.

"Dizem que a operação é para aplicar a Constituição [iraquiana], mas a Constituição proíbe o uso da força em conflitos políticos", ressaltou Barzani.

O líder curdo acusou os Estados Unidos (EUA), seus aliados, de terem permanecido em silêncio quando atacaram os curdos com "armas fabricadas nos EUA", em referência ao apoio americano às forças iraquianas.

Barzani também lembrou que "sem os peshmergas, o Estado Islâmico não teria sido derrotado no Iraque e [a cidade de] Mossul não teria sido liberada".

Assim, o líder curdo voltou a insistir no papel de destaque que o exército curdo desempenhou na luta contra os jihadistas, quando os peshmerga anexaram várias áreas, como Kirkuk, que foram tomadas nas últimas duas semanas pelas forças iraquianas.

Quanto a sua permanência no poder, Barzani reiterou que não aceitará uma ampliação de seu mandato para além de 1º de novembro, como tinha anunciado anteriormente em carta enviada ao parlamento do Curdistão.

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