Liga Árabe prepara medidas contra o Brasil por abertura de escritório em Jerusalém

A Liga Árabe pretende enviar uma mensagem política ao Brasil contra a decisão de abertura de um escritório comercial em Jerusalém, em uma região ocupada por Israel é considerada ilegal pela ONU, por ser parte do futuro território palestino

Liga Árabe
Liga Árabe (Foto: Sputnik)
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247 - A decisão do governo Jair Bolsonaro de abrir um escritório comercial em Jerusalém, no último fim de semana, já começou a produzir resultados negativos. A Liga Árabe pretende enviar uma mensagem política ao Brasil contra a decisão, já que a ocupação israelense do setor oriental (árabe) de Jerusalém é considerada ilegal pela ONU, por ser parte do futuro território palestino.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) propôs uma reunião para discutir o assunto e a moção foi apoiada por outros membros da liga, como Egito e Jordânia. A reunião acontecerá nesta quinta-feira (19) no Cairo. 

O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, afirma que o objetivo é fazer um chamado ao Brasil, para que repense sua decisão.

"Abrir um escritório comercial em Jerusalém é uma violação do direito internacional. A lei internacional está sendo violada. É um chamado para que o Brasil retire seu escritório de Jerusalém, esperando que a paz se resolva entre os dois países envolvidos. Queremos fazer um chamado para que o Brasil repense e evite tomar decisões que aprofundem o conflito. Isso não ajuda a paz", frisa o embaixador.

A reunião desta quinta discutirá medidas políticas, diplomáticas e econômicas, e deve ser o primeiro passo para outro encontro, entre chanceleres.

A abertura do escritório comercial da Apex-Brasil aconteceu no último domingo, 15, sendo um passo na direção do plano de transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Bolsonaro chegou a anunciar a transferência, mas recuou após pressão de países árabes que são importantes compradores de carnes brasileiras.

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