Macri encerra mandato deixando como herança o maior índice de pobreza da década

O atual presidente da Argentina e candidato à reeleição, Mauricio Macri, prometeu que o país chegaria à "pobreza zero". Após quatro anos de gestão, a pobreza chega a 35,4% da população, o mais alto da década

(Foto: REUTERS/Marcos Brindicci)

247 - Levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec) aponta que o percentual de pobres no país que chega a 35,4% da população, o mais alto da década. Na infância, o índice é ainda mais alarmante: atinge 52,6% das crianças de 0 a 14 anos.

Segundo reportagem do UOL, dados do Observatório da Dívida Social da UCA (Universidade Católica da Argentina), mostram que 13% das crianças passaram fome em 2018 e quase 30% tiveram que reduzir a dieta diária. A periferia de Buenos Aires concentra o maior índice de insegurança alimentar extrema: 17,4% das crianças.

O atual presidente da Argentina e candidato à reeleição, Mauricio Macri, prometeu que o país chegaria à "pobreza zero". Após quatro anos de gestão, a promessa está longe de ser cumprida. 

"Temos que ter vergonha. Dizemos ser um país que produz alimentos para 400 milhões de pessoas e não podemos alimentar 15 milhões de pessoas no país que estão na pobreza", disse Alberto Fernández, candidata da oposição a presidente ao apresentar seu plano "Argentina contra a fome".

Com os salários dos argentinos arrochados por uma inflação anual que supera os 50%, os argentinos ainda enfrentam o aumento dos preços de alimentos essenciais. Na capital e na Grande Buenos Aires, pães e cereais aumentaram 36%, carnes e derivados 42% e lácteos e ovos 49%. "Não é possível que, no país do trigo e das vacas, o pão e o leite não parem de aumentar e que faltem na mesa dos argentinos", disse Fernández.

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