Mercadante: agressão de Bolsonaro à China terá consequências

Ex-ministro Aloizio Mercadante se diz "chocado com a diplomacia brasileira" ao comentar a visita de Jair Bolsonaro aos EUA e condena o papel do governo de "completa submissão" à Casa Branca; em análise à TV 247, ele alerta que a agressão que o presidente proferiu à China "terá consequências"; assista

Mercadante: agressão de Bolsonaro à China terá consequências
Mercadante: agressão de Bolsonaro à China terá consequências

247 - O ex-ministro Aloizio Mercadante se diz "chocado com a diplomacia brasileira" ao comentar a visita de Jair Bolsonaro ao presidente  dos EUA, Donald Trump, durante a semana passada. Em sua análise semanal à TV 247, ele condena o papel de do governo de "completa submissão" à Casa Branca e alerta que a agressão que Bolsonaro proferiu à China "terá consequências". 

Durante o banquete dos direitistas estadunidenses com o presidente Jair Bolsonaro, promovido no último domingo (17) pelo embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Sergio Amaral, o ministro da Economia Paulo Guedes discursou demoradamente sobre as relações do Brasil com a China e detalhou o bordão que o presidente repete, segundo o qual “a China pode comprar no Brasil, mas não comprar o Brasil”. Steve Bannon, o segundo guru do clã Bolsonaro, ao lado de Olavo de Carvalho, discorreu sobre o tema de maneira professoral dizendo que o Brasil precisa "reduzir sua co-dependência da China". 

O ex-ministro aponta que, após as agressões, o Brasil poderá perder 30 bilhões de dólares em investimentos dos chineses. “Ao invés do agronegócio ficar disputando cargo e atacando a agricultura familiar, deveria sim estar defendendo os interesses da agricultura”, expõe.

Ele ainda considera que “os exportadores agrícolas brasileiros precisam estar muito preocupados neste momento”.

“Atacar a China para defender os EUA. Isso não se faz, os interesses do seu País devem sempre estar em primeiro lugar”, critica.

Elite submissa

Mercadante segue sua fala e afirma que "a mentalidade subalterna está na elite brasileira" e que hoje o Brasil se encontra em um quadro de "completa submissão" e "falta de projeto soberano". 

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