Merkel: Alemanha 'não vai automaticamente se aliar aos EUA contra a Coréia do Norte'

A chanceler alemã, Angela Merkel, criticou a tensão entre Estados Unidos e Coreia do Norte, estimulada por Donald Trump e Kim Jong-un; "Não vejo uma solução militar para a crise na Coreia do Norte. Acho errado", disse Merkel em discurso no evento Deutschland Live

German Chancellor Angela Merkel leads the weekly cabinet meeting at the chancellery in Berlin, Germany, September 29, 2015.REUTERS/Axel Schmidt
German Chancellor Angela Merkel leads the weekly cabinet meeting at the chancellery in Berlin, Germany, September 29, 2015.REUTERS/Axel Schmidt (Foto: Charles Nisz)

Carta Maior - Berlim não vai "automaticamente" se aliar com os EUA caso aconteça um conflito armado com a Coréia do Norte, disse a Chanceler Alemã Angela Merkel. Ela acredita que a crise na Coréia do Norte não pode ser resolvida com fins militares.

A chanceler alemã falou no evento ‘Deutschland Live’ organizado pelo jornal nacional Handelsblatt, onde a crise atual na Coréia do Norte estava entre os tópicos discutidos.

Quando perguntada sobre o pior cenário, ou seja, um conflito armado entre Washington e Pyongyang, Merkel disse que a Alemanha não necessariamente se aliaria aos EUA.

"Não, automaticamente não. Não vejo uma solução militar para a crise com a Coréia do Norte. Acho errado", disse Merkel.

A líder alemã pediu por uma resolução pacífica às tensões, insistindo que "fins diplomáticos não foram esgotados".

Merkel rejeitou qualquer opção militar para a Coréia do Norte, enquanto Washington e Pyongyang continuam a se enrolar em uma guerra de palavras. No ápice das tensões recentes, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu encarar quaisquer próximas ameaças da Coréia do Norte com "fogo e fúria", enquanto o Norte ameaçou atingir a base dos EUA em Guam.

"A Alemanha estará intensamente envolvida em qualquer solução não militar", disse Merkel. "Mas uma elevação na retórica é a resposta errada".

À luz dos comentários de Merkel, o RT relembra outros pontos de contenção entre os EUA e as nações européias.

Enquanto isso, Berlim declarou apoio à iniciativa russa-chinesa de um "congelamente duplo" para resolver a crise. O plano envolve, simultaneamente, parar os testes com mísseis na Coréia do Norte e parar as simulações militares da Coréia do Sul com os EUA.

Washington recusou os pedidos, no entanto, e está atualmente mantendo os exercícios militares Ulchi-Freedom Guardian na península coreana com Seul. Mesmo com os EUA dizendo que as simulações são para aumentar o preparo e para proteger a região, Pyongyang os vê como uma ameaça direta à segurança.

O enviado da Rússia à ONU, Vladimir Safronkov, alertou em julho que "quaisquer tentativas de justificar uma solução militar são inadmissíveis e levarão à consequências imprevisíveis na região".sma maneira, tentativas de estrangular economicamente a Coréia do Norte também são inaceitáveis, enquanto milhões de norte-coreanos continuam necessitando de auxílio humanitário", ele adicionou.

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