Ministro da Defesa da China e chefe do Pentágono se encontram para abordar relações militares bilaterais

Reunião teve o objetivo de para materializar o consenso alcançado entre o presidente Xi Jinping e o presidente Biden

www.brasil247.com - Wei Fenghe, ministro da Defesa da China, e Lloyd Austin, chefe do Pentágono
Wei Fenghe, ministro da Defesa da China, e Lloyd Austin, chefe do Pentágono (Foto: Reprodução Twitter Wei Fenghe)


Rádio Internacional da China - O conselheiro de Estado e ministro da Defesa Nacional da China, Wei Fenghe, que está participando da 9ª Reunião Ampliada dos Ministros da Defesa da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), no Camboja, conversou na terça-feira (22) com o Secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin.

Após a reunião, o porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, Tan Kefei, fez suas avaliações sobre o encontro.

Segundo ele, a reunião foi uma das iniciativas práticas para materializar o importante consenso alcançado entre o presidente Xi Jinping e o presidente Biden, sendo de grande importância para promover o retorno das relações militares sino-norte-americanas ao caminho certo de um desenvolvimento saudável e estável.

Foi uma comunicação estratégica franca, profunda, pragmática e construtiva.

Ambas as partes concordaram em manter os canais de comunicação abertos, abordar adequadamente as contradições e diferenças, bem como fortalecer a gestão de crises, a fim de manter a estabilidade das relações militares bilaterais.

Segundo o ministro chinês, os dois lados devem aderir ao respeito mútuo, à coexistência pacífica e à cooperação ganha-ganha, e trabalhar juntos para assegurar que as relações China-EUA avancem pelo caminho certo sem perder direção ou velocidade, muito menos colidirem.

Questão de Taiwan

O ministro chinês reiterou, durante o encontro, a posição chinesa sobre a questão de Taiwan.

Segundo ele, a questão é o núcleo dos interesses centrais da China e constitui a primeira “linha vermelha” intransponível nas relações China-EUA.

A ilha de Taiwan faz parte da China, e a questão ligada a ela é um assunto interno do país, por isso, nenhuma força externa tem o direito de interferir.

Nos últimos tempos, os EUA vêm desfocalizando, esvaziando e distorcendo a política de "Uma Só China", frequentemente se envolvendo na venda de armas para Taiwan e fornecendo ajuda no treinamento militar na ilha, além de envar oficiais superiores, aumentando as tensões nos dois lados do Estreito de Taiwan.

Cada escalada ou avanço pelo lado norte-americano na questão de Taiwan enfrentará certamente contramedidas e reações resolutas do lado chinês.

O militar chinês enfatizou que a reunificação da China deve ser concretizada e definitivamente será concretizada. O exército chinês tem o espírito, coragem, confiança e capacidade de salvaguardar a reunificação da pátria.

Os dois lados concordaram em manter comunicações e contatos.

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