Mortos em terremoto no Equador já somam 350

Número de mortos pelo pior terremoto no Equador em décadas subiu para 350 nesta segunda-feira, 18, enquanto equipes de resgate ainda procuravam por sobreviventes na assolada região costeira do país andino; HÁ pelo menos 2.068 feridos; segundo o presidente Rafael Correa, o custo de reconstrução será de "bilhões de dólares"

Número de mortos pelo pior terremoto no Equador em décadas subiu para 350 nesta segunda-feira, 18, enquanto equipes de resgate ainda procuravam por sobreviventes na assolada região costeira do país andino; HÁ pelo menos 2.068 feridos; segundo o presidente Rafael Correa, o custo de reconstrução será de "bilhões de dólares"
Número de mortos pelo pior terremoto no Equador em décadas subiu para 350 nesta segunda-feira, 18, enquanto equipes de resgate ainda procuravam por sobreviventes na assolada região costeira do país andino; HÁ pelo menos 2.068 feridos; segundo o presidente Rafael Correa, o custo de reconstrução será de "bilhões de dólares" (Foto: Aquiles Lins)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

PEDERNALES, Equador (Reuters) - O número de mortos pelo pior terremoto no Equador em décadas subiu para 350 nesta segunda-feira, à medida que sobreviventes aterrorizados descansavam em meio aos escombros enquanto equipes de resgate ainda procuravam por sobreviventes na assolada região costeira do país andino.

O tremor de magnitude 7,8 ocorrido no sábado destruiu edifícios e ruas, cortou o fornecimento de eletricidade e deixou pelo menos 2.068 feridos no Equador.

Ao atualizar o número de mortos, o presidente Rafael Correa disse à Reuters na cidade de Portoviejo, na zona mais atingida pelo tremor, que o número de vítimas fatais pode subir ainda mais em decorrência do desastre.

Correa afirmou ainda que o custo de reconstrução será de "bilhões de dólares".

Na cidade costeira de Pedernales, devastada pelo tremor, sobreviventes se encolhiam em colchões ou cadeiras de plástico para passar a noite perto dos destroços de suas casas. Soldados e policiais patrulhavam as ruas escuras enquanto as equipes de socorro prosseguiam com seu trabalho.

No final do domingo, bombeiros entraram em uma residência parcialmente destruída para procurar três crianças e um homem aparentemente presos nas ruínas enquanto cerca de 40 pessoas se reuniam na escuridão para acompanhar seus esforços.

"Meus primos pequenos estão lá dentro, antes ouvimos ruídos, gritos. Precisamos encontrá-los", implorava Isaac, de 18 anos, enquanto os bombeiros vasculhavam o local.

Barracas foram montadas no estádio ainda intacto da cidade para guardar corpos, tratar os feridos e distribuir água, comida e cobertores aos sobreviventes. Pessoas vagavam com membros feridos e enfaixados, enquanto pacientes com ferimentos mais sérios eram encaminhados aos hospitais.

O presidente Rafael Correa, que abreviou uma visita à Itália, foi verificar os danos na província costeira de Manabi na noite de domingo.

"O Equador foi atingido com tremenda dureza", disse Correa, com voz embargada, em um discurso televisionado, afirmando temer que o saldo de mortes do que chamou de tragédia irá aumentar.

Embora ainda não se conheça a extensão total dos danos, o desastre provavelmente irá piorar o desempenho econômico do país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) este ano, já afetado pela queda no preço da commodity.

A crucial indústria energética equatoriana parece não ter sido afetada pelo terremoto, embora a refinaria de Esmeraldas, a principal do país, tenha sido fechada por precaução. Mas as exportações de bananas, flores, cacau e peixe podem sofrer atrasos por causa dos estragos nas estradas e dos atrasos nos portos.

O tremor também pode alterar a dinâmica política antes da eleição presidencial do ano que vem.

(Por Julia Symmes Cobb e Ana Isabel Martinez)

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247