No G20, China defenderá multilateralismo e se oporá ao protecionismo

Autoridades chinesas disseram nesta segunda-feira (24) em Pequim que a China está pronta para trabalhar com as partes envolvidas a fim de defender firmemente o multilateralismo e se opor ao unilateralismo e protecionismo na próxima cúpula do Grupo dos Vinte (G20) em Osaka, Japão

(Foto: Gong Bing)

Diário do Povo - Autoridades chinesas disseram nesta segunda-feira (24) em Pequim que a China está pronta para trabalhar com as partes envolvidas a fim de defender firmemente o multilateralismo e se opor ao unilateralismo e protecionismo na próxima cúpula do Grupo dos Vinte (G20) em Osaka, Japão.  

O presidente chinês, Xi Jinping, participará da reunião pela sétima vez consecutiva. Em setembro de 2016, ele presidiu a cúpula do G20 em Hangzhou, capital da Província de Zhejiang, no leste chinês.  "Isso mostra que a China atribui grande importância à cooperação do G20 e à governança econômica mundial", indicou o ministro assistente das Relações Exteriores, Zhang Jun, em uma coletiva de imprensa.  

Durante a cúpula de Osaka, o presidente Xi participará de discussões sobre tópicos que variam entre economia e comércio mundial, economia digital, crescimento inclusivo e sustentável, infraestrutura, clima e energia e meio ambiente, elaborando os pontos de vista da China sobre a situação econômica mundial e oferecendo soluções para os atuais problemas, segundo Zhang.  

Ele informou que o presidente também participará de uma série de reuniões multilaterais no âmbito da cúpula que incluirão uma reunião informal dos líderes do BRICS, uma reunião informal dos líderes da China, Rússia e Índia e uma reunião com os líderes africanos.  

Os lados pertinentes aumentarão a comunicação e a coordenação nos principais assuntos, como a cooperação entre os mercados emergentes e os países em desenvolvimento e a implementação da Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável da ONU.  Xi também realizará reuniões bilaterais com diversos líderes nacionais durante a cúpula.  

Como o unilateralismo e o protecionismo afetaram seriamente a ordem econômica internacional, a economia mundial vem enfrentando crescentes riscos e incertezas. Nesta situação, a China está comprometida a se empenhar por resultados positivos na cúpula de Osaka.  "Estamos prontos para trabalhar com todos os lados para defender firmemente o multilateralismo, salvaguardar a ordem internacional com base no direito internacional, e defender a imparcialidade e justiça internacional", ressaltou Zhang à imprensa. Ele salientou que tanto o país anfitrião, o Japão, como a comunidade internacional estão esperando a participação de Xi na cúpula.  

A China defenderá o espírito de parceria, aumentará a coordenação de políticas e trabalhará para a unidade e a cooperação na cúpula, segundo Zhang.  Concordando com ele, o vice-ministro do Comércio, Wang Shouwen, disse na coletiva de imprensa que a China está esperando que a próxima cúpula construa mais o consenso para apoiar o sistema de comércio multilateral e se opor ao unilateralismo e protecionismo.  "A China apoia reformas necessárias na Organização Mundial do Comércio (OMC) com o fim de promover sua autoridade e efetividade", disse Wang.  

O vice-ministro reafirmou a posição da China de  construir um ambiente livre e aberto de políticas para o comércio e investimento.  

A China está pronta para trabalhar com todos os lados para criar um ambiente de comércio e negócios que seja "livre, justo, não discriminatório, transparente, previsível e estável" para as companhias e investidores de todos os países, apontou Wang.  

Sobre o crescimento inclusivo e sustentável, Wang revelou que a China espera que a cúpula de Osaka avance na integração profunda de comércio, investimento e economia digital, a fim de beneficiar mais nações e mais pessoas.  "Acreditamos que a cúpula de Osaka impulsionará a globalização econômica na direção de maior abertura, abrangência, bem-estar universal, equilíbrio e resultados de ganhos recíprocos", indicou Wang.  

O vice-ministro das Finanças, Zou Jiayi, e o vice-presidente do Banco Popular da China, Chen Yulu, também informaram aos jornalistas os pontos de vista da China para a cooperação fiscal e financeira do G20 e enfatizaram o papel da coordenação mundial no tratamento dos desafios.

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