Nova relação com EUA marca Cúpula das Américas

"O fato de que Cuba estar aqui é a maior conquista da América Latina e do Caribe", disse Nicolas Maduro, que esta semana pareceu suavizar a sua posição em relação a Washington depois de uma recente onda de tensão; presidentes Barack Obama e Raúl Castro se cumprimentaram na Cidade do Panamá

US President Barack Obama speaks at a civil society forum in the sidelines of the Summit of the Americas, at a hotel in Panama City on April 10, 2015. Obama told a forum of Latin American civil society members in Panama on Friday that the days of American
US President Barack Obama speaks at a civil society forum in the sidelines of the Summit of the Americas, at a hotel in Panama City on April 10, 2015. Obama told a forum of Latin American civil society members in Panama on Friday that the days of American (Foto: Leonardo Attuch)
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CIDADE DO PANAMÁ (Reuters) - O presidente norte-americano reúne-se neste sábado com o líder cubano Raul Castro, para discussões que podem aumentar ainda mais a reputação de Barack Obama na região, em meio à avaliação positiva de líderes latino-americanos ao descongelamento histórico de animosidade entre Estados Unidos e Cuba.

Obama e o presidente cubano apertaram as mãos e conversaram brevemente na cerimônia de abertura da Cúpula das Américas, na sexta-feira à noite, um gesto que foi elogiado por outros líderes que têm nos últimos anos pedido mudanças na política norte-americana em relação à Cuba.

Até o presidente socialista da Venezuela, Nicolas Maduro, diminuiu o tom de sua retórica antiamericana de costume para elogiar a aproximação, bem como a participação de Cuba na cúpula pela primeira vez.

"O fato de que Cuba estar aqui é a maior conquista da América Latina e do Caribe", disse Maduro, que esta semana pareceu suavizar a sua posição em relação a Washington depois de uma recente onda de tensão.

Obama, de 53 anos, que não era nem nascido quando os irmãos Castro chegaram ao poder na revolução de 1959, assegurou aos líderes latino-americanos que os Estados Unidos já não estavam interessado em tentar impor sua vontade sobre a região.

Obama e Castro não sentaram juntos no jantar ao ar livre em meio a ruínas no centro histórico da Cidade do Panamá na sexta-feira à noite e jornalistas autorizados a entrar brevemente para brindes não viram nenhuma interação entre os dois.

Mas o tom geral tem sido otimista com Obama e o presidente cubano de 83 anos movimentando-se na direção de restaurar as relações diplomáticas plenas e melhorar os laços comerciais e de viagem na sequência de uma mudança de política dramática anunciada por ambos em dezembro.

(Por Matt Spetalnick e David Alire Garcia)

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