“O fascismo está botando suas cabeças de fora no mundo”, afirma Lejeune Mirhan

“Eu, se fosse o Biden, convocaria o Xi Jinping, o Putin, o Bashar al-Assad e o Rohani” para discutir uma aliança contra o fascismo, disse o professor à TV 247 ao analisar o caos protagonizado por trumpistas em Washington nesta semana. Assista

Lejeune Mirhan
Lejeune Mirhan (Foto: Reuters | Divulgação)
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247 - O professor e analista internacional Lejeune Mirhan analisou na TV 247 a invasão do Capitólio, o Congresso dos Estados Unidos, por manifestantes convocados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia em que Joe Biden seria homologado presidente do país. Para Mirhan, esta foi uma demonstração de que o fascismo está se livrando de suas amarras e começando a realizar incursões pelo mundo.

Segundo o professor, é necessário formar uma “frente amplíssima” contra o fascismo, tanto internacionalmente quanto no Brasil. “Esse tipo de manifestação lá não nos beneficia. A nós quem? O setor mais progressista da sociedade e o setor de centro, o setor democrático. Eu, se fosse o Biden, convocaria o Xi Jinping, o Putin, o Bashar al-Assad e o [Hassan] Rohani, do Irã, porque o fascismo está botando suas cabeças de fora neste exato momento no mundo”.

Mirhan disse ainda que o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, ao contrário do que muitos analistas afirmam, não representa o mesmo tipo de política de Trump. Para o professor, a principal prova deste fato é a tentativa tresloucada dos trumpistas de impedir sua posse sob qualquer hipótese. 

“Teve gente que chegou a falar que o Biden é a mesma coisa do Trump, e eu refutei isso o tempo todo. Ele não é tolerado pelo fascismo. Esses caras vão tentar impedir a posse do Biden porque o Biden é perigoso para o fascismo. Hoje a frente que tem que ser formada contra o fascismo não é a frente ampla, é a frente amplíssima. Você acha que nos Estados Unidos os senadores republicanos estão apoiando a ocupação armada do Congresso? Acho que não. O Trump está jogando todo seu futuro, seu passado, sua história nessa manifestação, é a última cartada que ele tem. Nós temos que somar forças para impedir o retrocesso nos Estados Unidos”.

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