Obama diz que imigração é tradição dos EUA

No mesmo dia em que os republicanos promoveram o último grande debate televisivo de 2015, presidente norte-americano, Barack Obama, lembrou que a política migratória é praticada por quase todos os países do mundo, mas afirmou que os Estados Unidos têm um diferencial: "Há qualquer coisa específica nos Estados Unidos: nós não só acolhemos novos imigrantes, nascemos de imigrantes, e isso faz parte da nossa origem, de quem somos”, afirmou durante cerimônia em Washington

Barack Obama faz discurso no Pentágono. 14/12/2015. REUTERS/Carlos Barria
Barack Obama faz discurso no Pentágono. 14/12/2015. REUTERS/Carlos Barria (Foto: Roberta Namour)
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Leandra Felipe - Correspondente da Agência Brasil

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nessa terça-feira (15) que a imigração é uma “tradição dos Estados Unidos”. As declarações ocorreram no mesmo dia em que os republicanos promoveram o último grande debate televisivo de 2015. Além disso, neste momento, o tema de imigração e a proposta de regras mais rígidas e extremas, como proibir a entrada de imigrantes muçulmanos, do pré-candidato Donald Trump, ganham apoio entre eleitores mais conservadores.

Obama considerou que a política migratória é praticada por quase todos os países do mundo, mas afirmou que os Estados Unidos têm um diferencial. "Há qualquer coisa específica nos Estados Unidos: nós não só acolhemos novos imigrantes, nascemos de imigrantes, e isso faz parte da nossa origem, de quem somos”, afirmou durante cerimônia em Washington.

Ele pediu que o ódio e a intolerância sejam combatidos em todas as suas formas. A política de migração é um dos pontos polêmicos da corrida presidencial. Donald Trump que lidera as pesquisas entre os pré-candidatos republicanos, defende a deportação de imigrantes latinos, o fechamento das fronteiras com o México e a suspensão de vistos de entrada para imigrantes muçulmanos.

Para Trump, a vigilância com a comunidade muçulmana deve ser parte de um plano de ação para proteger o país de ações terroristas. Ele associa os seguidores da religião islâmica ao grupo Estado Islâmico e a outros grupos extremistas.

A justificativa de Trump seria proteger o país do “ódio” que, na visão dele, o mundo muçulmano tem dos norte-americanos. Internamente, tanto o governo Obama quanto a comunidade islâmica condenaram as ideias de Trump e afirmaram que tal pensamento serve de “argumento” para grupos extremistas entrarem em ação.

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