OMS diz que imunização ampla no mundo contra a Covid-19 só ocorrerá em 2022

O mundo terá de esperar até 2022 para que ocorra uma imunização ampla das populações do mundo contra a Covid-19, alertou a Organização Mundial de Saúde

Cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan 03/07/2020
Cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan 03/07/2020 (Foto: Fabrice Coffrini/Pool via REUTERS)
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247 - A Organização Mundial de Saúde alerta que as autoridades e as populações devem continuar a adotar medidas de precaução e distanciamento social, porque uma imunização ampla contra a Covid-19 e a redução do impacto da doença só ocorrerão em 2022.  

O alerta foi feito nesta quarta-feira (9), depois que a farmacêutica AstraZeneca suspendeu os testes de estágio final de sua candidata a vacina contra a Covid-19 após uma suspeita de "reação adversa séria" em um participante do estudo. A vacina, que é desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, é testada no Brasil e em outros países.

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, insistiu já na semana passada que "nenhuma vacina será distribuída antes que reguladores, governos e a OMS estejam seguras de que o produto atingiu os padrões mínimos de eficácia e segurança".

O jornalista Jamil Chade comenta em sua coluna que o recado agora "foi para alertar sobre a dificuldade que será para que o produto atinja uma proporção maior da população e gere uma imunidade de rebanho". 

O jornalista destaca a declaração da cientista-chefe da OMS de que a vacina não será a bala de prata "que vai chegar no dia 1 de janeiro e que vai, basicamente, resolver os problemas do mundo". "Não vai ocorrer assim", declarou.

Os primeiros resultados dos testes clínicos devem estar prontos entre o final do ano e o início de 2021. Mas, depois disso, há ainda o período de avaliação e licenciamento, seguido ainda pela produção e distribuição.

"Estamos olhando para meados de 2021 como um cenário otimista para a chegada de doses limitadas para os países", disse Soumya.

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