ONU adota resolução sobre privacidade na era digital

Resolução 'O Direito à Privacidade na Era Digital' foi apresentado por Brasil e Alemanha e, segundo o Itamaraty, contou com o copatrocínio de 64 países; proposta foi uma resposta às denúncias de espionagem internacional praticada pelos Estados Unidos em meios eletrônicos e digitais

Resolução 'O Direito à Privacidade na Era Digital' foi apresentado por Brasil e Alemanha e, segundo o Itamaraty, contou com o copatrocínio de 64 países; proposta foi uma resposta às denúncias de espionagem internacional praticada pelos Estados Unidos em meios eletrônicos e digitais
Resolução 'O Direito à Privacidade na Era Digital' foi apresentado por Brasil e Alemanha e, segundo o Itamaraty, contou com o copatrocínio de 64 países; proposta foi uma resposta às denúncias de espionagem internacional praticada pelos Estados Unidos em meios eletrônicos e digitais (Foto: Gisele Federicce)

Ana Cristina Campos * - Repórter da Agência Brasil 

A 3ª Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas adotou, por consenso, nessa terça-feira (25) o projeto de resolução O Direito à Privacidade na Era Digital, apresentado por Brasil e Alemanha. Segundo o Itamaraty, a resolução contou com o copatrocínio de 64 países.

A proposta conjunta do Brasil e da Alemanha sobre privacidade na internet é uma resposta às denúncias de espionagem internacional praticada pelos Estados Unidos em meios eletrônicos e digitais.

O documento tem novos pontos em relação ao texto aprovado no ano passado na Assembleia Geral das Nações Unidas. Entre eles, a inclusão de metadados para reforçar a segurança das informações pessoais online.

O projeto reafirma a responsabilidade das empresas privadas de respeito aos direitos humanos quando lidarem com informações pessoais. Segundo o texto, os governos também devem respeitar os direitos humanos quando usarem as empresas privadas para operações de vigilância.

A resolução também quer proteger a vítima que tenha sua privacidade online invadida por medidas de vigilância ilegais ou arbitrárias.

"O documento agora aprovado reitera a necessidade de proteção ao direito à privacidade no contexto da vigilância e da coleta de dados das comunicações digitais e conclama o Conselho de Direitos Humanos a considerar o estabelecimento de procedimento especial com mandato para examinar o assunto e propor princípios e normas para orientar a comunidade internacional", disse, em nota, o Itamaraty.

*Com informações da Rádio ONU

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