ONU defende solução urgente para situação explosiva no Iraque

A chefe da Missão da ONU no Iraque (UNAMI), Jeanine Hennis-Plasschaert, pediu uma solução urgente aos protestos antigovernamentais que até hoje deixaram um saldo de cerca de 300 mortos e 15 mil feridos

Iraque, protestos
Iraque, protestos (Foto: Thaier Al-Sudani/Reuters)
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Prensa Latina - A Organização das Nações revelou preocupação com a situação no Iraque, que pode ter reflexos em todo o Oriente Médio. Os protestos antigovernamentais já deixaram um saldo de cerca de 300 mortos e 15 mil feridos.

As autoridades devem assumir imediatamente uma resposta às demandas populares por reformas políticas, disse. 

Hennis-Plasschaert apresentou um roteiro, apoiado pelo líder muçulmano xiita, aiatolá Ali Sistani, pedindo o fim imediato da violência, reforma eleitoral, luta contra a corrupção e por emendas constitucionais.  "Agora é a hora de agir", disse ele, caso contrário, qualquer momento será perdido, pois os iraquianos exigem resultados concretos. "  

Houve manifestações em Bagdá e no sul do país no início de outubro contra a corrupção desenfreada, o desemprego e a falta de serviços básicos, como água e eletricidade.  Mas agora eles acrescentaram mudanças no regime político imposto desde 2003 pela invasão e ocupação dos Estados Unidos.  

Na época, o influente clérigo xiita Muqtada al-Sadr alertou que os Estados Unidos não intervenham  nos assuntos iraquianos, incluindo a supervisão de possíveis eleições.  

Sadr prometeu empenhar todos os seus esforços para acabar com a presença dos Estados Unidos se sua interferência no Iraque continuar.  "O Iraque não precisa da intervenção de outros", disse o chefe da Aliança Sairoon, a que tem a maior representação no Parlamento.  

A ocupação dos EUA voltou a mostrar sua face intervencionista, disse ele, mas são os iraquianos que resolverão a corrupção que surgiu no país após a presença das forças armadas dos EUA.

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