ONU pode aprovar hoje resolução contra a Síria

Diplomatas que integram a Liga rabe, formada por 22 naes, disseram que a maioria dos pases muulmanos vai apoiar a medida quecondena a violncia comandada pelo presidente Bashar Al Assad

ONU pode aprovar hoje resolução contra a Síria
ONU pode aprovar hoje resolução contra a Síria (Foto: Divulgação)

Agência Brasil – A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) discute hoje (16) resolução que condena o agravamento da situação na Síria. Diplomatas que integram a Liga Árabe (formada por 22 nações) disseram que a maioria dos países muçulmanos vai apoiar a resolução.

Anteontem (14), a missão do Brasil na ONU condenou a violência e pediu que o presidente sírio, Bashar Al Assad, atue de forma democrática. “A ONU deve mandar uma mensagem clara e uníssona de condenação às violações de direitos humanos, ao mesmo tempo em que apoia os esforços da Liga Árabe”, disse a embaixadora brasileira nas Nações Unidas, Maria Luiza Viotti.

“As nossas ações coletivas e individuais devem ser guiadas pela necessidade de por fim à violência, promover a estabilidade e ajudar as partes a encontrar uma saída para o atual impasse político. Nessa conjuntura, a comunidade internacional não deve poupar esforços diplomáticos e precisa buscar uma plataforma de consenso. O Brasil está pronto para dar a sua contribuição”, acrescentou a embaixadora.

Ibrahim Dabbashi, que é membro da missão da Líbia na ONU, disse que a resolução tem o objetivo de servir como mensagem ao Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a necessidade urgente de uma intervenção na Síria.

“A resolução vai ser adotada por maioria esmagadora. É uma mensagem para os membros do Conselho de Segurança de que têm de atuar o mais rápido possível para proteger o povo, dizer ao governo da Síria que 'basta', que ele não tem legitimidade para governar e viabilizar uma solução pacífica”, disse Dabbashi.

A Liga Árabe sugere a nomeação de um governo de transição e a organização de eleições livres e democráticas. As resoluções aprovadas na Assembleia Geral não são vinculadas, servindo apenas como um instrumento de pressão diplomática e recomendação para a intervenção do Conselho de Segurança.

A proposta de resolução exige o fim da violência pelo governo sírio, a libertação de todos os detidos durante os protestos, a retirada de todas as forças armadas das cidades e vilas, a autorização de manifestações pacíficas e de acesso incondicional dos monitores da Liga Árabe e da imprensa internacional.

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