“Os Estados Unidos passaram a usar a justiça criminal para drenar recursos de outros países”, diz José Roberto Batochio

Em entrevista à TV 247, o criminalista expôs a tese de que a prática ocorre como método de arrecadação. Batochio aponta que a mesma lógica é utilizada no Brasil, tendo em vista a alta relevância atribuída a crimes de natureza financeira. Assista

(Foto: Divulgação | Reuters)
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247 - Em entrevista à TV 247, um dos maiores criminalistas do Brasil, José Roberto Batochio revelou como a interferência dos Estados Unidos na Justiça brasileira faz parte de uma estratégia maior, que busca drenar recursos de nações emergentes e aumentar a arrecadação.

Questionado pelo jornalista Leonardo Attuch sobre como é possível o estabelecimento de uma jurisdição internacional em solo brasileiro, como é nítido no caso da Lava Jato, quando o ex-juiz Sergio Moro e procuradores se reuniam com órgãos norte-americanos, Batochio explicou a tese de que a tática é simplesmente um método de arrecadação.

“Attuch, os Estados Unidos têm um problema sério de equilíbrio fiscal. Para manter a Pax Americana, ou seja, esse raio de influência em todo o mundo, há que haver dinheiro, há que haver recursos”.

O criminalista continua: “Modernamente, dada uma certa exaustão do tax payer (contribuinte) americano, eles optaram por um sistema heterodoxo de arrecadação, que é a utilização da justiça criminal como meio de arrecadar recursos. Multas bilionárias são impostas na jurisdição penal, sobretudo contra empresas multinacionais, como Toyota, Audi e Deutsche Bank”, explicou.

Desde o 11 de setembro, que expôs a fragilidade dos sistemas de segurança bancária, os ilícitos de natureza econômica passaram a ser considerados crimes mais graves, fazendo com que, por exemplo, lavagem de dinheiro adquirisse uma relevância muito maior.

Desde então, o Brasil se inspirou neste princípio: “Importamos essa filosofia e começamos a fazer reformulação legislativa”, o que certamente impactou a condução da Operação Lava Jato, concluiu Batochio.

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