Para ex-conselheiro de Trump, Bolsonaro seria mais pró-mercado e pró-EUA

Para Fernando Cruz, ex-conselheiro da Casa Branca, o candidato de extrema direita à Presidência da República do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), possui estilo semelhante ao do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de sinalizar estar alinhado com os interesses norte-americanos; "Parece que Bolsonaro seria mais pró-mercado e pró-Estados Unidos. A ênfase no próximo governo, seja quem for, deveria ser um acordo de livre comércio entre Brasil ou Mercosul com EUA. O Trump está querendo coisas assim"

Para ex-conselheiro de Trump, Bolsonaro seria mais pró-mercado e pró-EUA
Para ex-conselheiro de Trump, Bolsonaro seria mais pró-mercado e pró-EUA

247 - Para Fernando Cruz, ex-conselheiro da Casa Branca, o candidato de extrema direita à Presidência da República do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), possui estilo semelhante ao do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de sinalizar estar alinhado com a política externa norte-americana, como uma possível intervenção na Venezuela e propiciar uma maior abertura para acordos comerciais entre os dois países, deixando lado inciativas como o Mercosul. "Parece que Bolsonaro seria mais pró-mercado e pró-Estados Unidos. A ênfase no próximo governo, seja quem for, deveria ser um acordo de livre comércio entre Brasil ou Mercosul com EUA. O Trump está querendo coisas assim, com um mercado do tamanho do Brasil", destacou Cutz ao jornal O Estado de S. Paulo.

Para Cutz, que é brasileiro mas mora nos EUA desde os seis anos, "o Brasil sempre teve boa relação com os EUA, sempre fomos parceiros. A situação doméstica está complicada desde o final do governo Dilma. O presidente Temer nunca teve a força política doméstica que desse a ele um mandato forte, então, não temos uma relação tão forte como já tivemos no passado. Todos nós esperamos com a eleição uma mudança para que o Brasil volte a reclamar o seu lugar como líder, não só da região, mas do mundo. Quem for que ganhe, deve estar pronto para começar esse trabalho duro de retomar essa posse e ajudar o Brasil a subir de volta, diplomaticamente".

Para além da ação diplomática, ele diz que "muitas mudanças que o Brasil pode fazer seriam vistas como positivas para países que queiram investir no Brasil. Simplificar impostos, mudar o sistema interno de Previdência e, quando puder, abrir de novo para investimento, para privatização de mais companhias".

Para ele, apesar de discursos semelhantes "como mudar a embaixada para Jerusalém, sair do Acordo de Paris, ser duro contra (o presidente da Venezuela, Nicolás)" existe um certo receio nos EUA de "quão longe" Bolsonaro poderá ir na questão dos direitos humanos. "Se ele entrar e, como Trump, acabar não agindo como fala, teria tudo para se darem bem", observa.

 

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