Pesquisas, grandes derrotadas nas eleições dos EUA

Seguidores das eleições norte-americanas viram desde o início que a maioria das pesquisas refletiam vantagem de Hillary Clinton, que inclusive nos momentos mais adversos de sua carreira parecia se manter à frente; agora a surpresa do triunfo de Donald Trump põe em xeque os métodos e procedimentos empregados para elaborar os estudos que dia após dia inundaram os meios de imprensa e mantiveram as eleições no foco da atenção

Seguidores das eleições norte-americanas viram desde o início que a maioria das pesquisas refletiam vantagem de Hillary Clinton, que inclusive nos momentos mais adversos de sua carreira parecia se manter à frente; agora a surpresa do triunfo de Donald Trump põe em xeque os métodos e procedimentos empregados para elaborar os estudos que dia após dia inundaram os meios de imprensa e mantiveram as eleições no foco da atenção
Seguidores das eleições norte-americanas viram desde o início que a maioria das pesquisas refletiam vantagem de Hillary Clinton, que inclusive nos momentos mais adversos de sua carreira parecia se manter à frente; agora a surpresa do triunfo de Donald Trump põe em xeque os métodos e procedimentos empregados para elaborar os estudos que dia após dia inundaram os meios de imprensa e mantiveram as eleições no foco da atenção (Foto: Aquiles Lins)

Da Prensa Latina - A vitória do republicano Donald Trump nas eleições estadunidenses, além de uma derrota para Hillary Clinton, representa hoje o revés das pesquisas, que durante toda a disputa apontaram a democrata como favorita.

Os seguidores das eleições norte-americanas viram desde o início que a maioria das pesquisas refletiam vantagem da ex-secretária de Estado, que inclusive nos momentos mais adversos de sua carreira parecia se manter à frente.

Agora a surpresa do triunfo de Trump põe em questionamento os métodos e procedimentos empregados para elaborar os estudos que dia após dia inundaram os meios de imprensa e mantiveram as eleições no foco da atenção.

Inclusive na véspera desta terça-feira (8), dia das eleições nas quais estavam convocados a votar mais de 200 milhões de estadunidenses, o diário The New York Times mostrava 90% de possibilidades de vitória para a ex-senadora.

Se bem que nas últimas semanas os estudos de diversas organizações jornalísticas refletiam uma disputa cada vez mais acirrada entre os dois principais aspirantes à Casa Branca, o site RealClearPolitics, que realiza uma média de diversas pesquisas, via Clinton na frente com 47,2 a 44,3%.

Uma pesquisa da rede CBS, realizada de 2 a 6 de novembro mostrou, por sua vez, que 45% dos eleitores prováveis favorecia à ex-primeira dama e 41% apostava pelo multimilionário.

No geral, a maioria dos estudos apontaram que Hillary Clinton se converteria na primeira mulher presidenta dos Estados Unidos, com uma diferença sobre seu adversário que variava de três até seis pontos.

No entanto, durante a corrida eleitoral, vários analistas advertiram falhas nas pesquisas conduzidas pelos meios de imprensa, sobretudo ante as abruptas variações registradas nas últimas semanas.

Talvez, por essa divergência nos resultados, as empresas jornalísticas empreguem com frequência a prática de promediar pesquisas provenientes de diversas fontes, porém, inclusive esse exercício falhou em prever o novo presidente dos Estados Unidos.

Também não parecem ter acertado a respeito da luta pelo Congresso, pois grande parte dos estudos apontava a possibilidade de que os democratas retomassem a maioria perdida há dois anos no Senado.

Apesar de tais prognósticos, os republicanos caminham para manter seu controle no Senado, onde até o momento têm 51 cadeiras por 47 da formação azul.

Trump conseguiu 288 votos eleitorais, 18 acima dos 270 que precisava para ocupar a Casa Branca a partir de janeiro próximo e deixar as pesquisas no passado.

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