Policial é culpado por morte de brasileiro na Austrália

Um tribunal australiano considerou nesta terça-feira 16 culpado um dos policiais envolvidos na morte do estudante brasileiro Roberto Laudisio Curti, que foi atingido por disparos de taser durante uma perseguição em Sydney, em março de 2012

Um tribunal australiano considerou nesta terça-feira 16 culpado um dos policiais envolvidos na morte do estudante brasileiro Roberto Laudisio Curti, que foi atingido por disparos de taser durante uma perseguição em Sydney, em março de 2012
Um tribunal australiano considerou nesta terça-feira 16 culpado um dos policiais envolvidos na morte do estudante brasileiro Roberto Laudisio Curti, que foi atingido por disparos de taser durante uma perseguição em Sydney, em março de 2012 (Foto: Gisele Federicce)
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Da Agência Lusa

Um tribunal australiano considerou nesta terça-feira 16 culpado um dos policiais envolvidos na morte do estudante brasileiro Roberto Laudisio Curti, que foi atingido por disparos de taser durante uma perseguição em Sydney, em março de 2012.

A juíza Claire McFarlane condenou o policial Damian John Ralph, mas optou por deixá-lo em liberdade condicional após pagamento de fiança. Ralph não poderá cometer crimes durante os próximos dois anos. Os demais envolvidos no caso – Eric Lim, Scott Edmondson e Daniel Barling – foram absolvidos.

Roberto, de 21 anos, morreu após ter sido perseguido por mais de dez policiais, que o atingiram 14 vezes com choques elétricos. Segundo a polícia, ele tinha roubado dois pacotes de bolachas em uma loja no centro de Sydney. Antes do incidente, o estudante brasileiro tinha sofrido um surto psicótico e corrido pelo centro da cidade após ter tomado drogas.

Segundo a perícia médica, os agentes agiram de forma brutal, imprudente e perigosa, ao deter o jovem usando taser e gás de pimenta.

As pistolas elétricas – taser – provocam descargas de 400 volts e são usadas pelas forças de segurança em países como a Austrália, o Reino Unido e os Estados Unidos para dominar suspeitos em situações que não justificam o uso de armas de fogo.

No entanto, organizações como a Anistia Internacional denunciam que esse tipo de arma já causou dezenas de mortes e pode ser usado para torturar os detidos.

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