Pompeo compara Venezuela com União Soviética e diz que a hora de Maduro 'está chegando'

Os Estados Unidos não vêem indício de que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pretende negociar sua saída do poder, disse o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em entrevista

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo (Foto: REUTERS / Tamas Kaszas)
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Sputnik - "Não vimos nenhuma indicação, apesar de muitas conversas - os noruegueses lideraram uma conversa, outras pessoas de todo o mundo tiveram muitas conversas com Maduro", disse Pompeo em entrevista a Nora Gámez Torres, publicada no Miami Herald nesta quinta-feira (23).

"Não vimos nenhuma indicação de que ele esteja preparado para permitir eleições livres e justas na Venezuela. Esse é o padrão que exigimos", acrescentou Pompeo.

O secretário de Estado dos EUA disse que Washington continuará trabalhando para alcançar esse objetivo.

"Não sabemos - assim como não sabíamos a data exata em que a União Soviética cairia, não sabemos exatamente quando o regime de Maduro sairá, mas sabemos que esse dia está chegando", afirmou Pompeo.

A admissão de Pompeo de que os EUA estão trabalhando para derrubar o presidente eleito da Venezuela prova que Washington está realizando uma campanha deliberada para desestabilizar o país latino-americano, violando as regras internacionais, disse uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia na terça-feira (21).

Em uma entrevista à TV Caracol, da Colômbia, na segunda-feira (20), Pompeo disse que conseguir a saída de Maduro era o resultado desejado do "projeto" de Washington. Pompeo descreveu o apoio norte-americano a Juan Guaidó, o auto-proclamado presidente da Venezuela, como uma estratégia que estava funcionando fundamentalmente.

O secretário de Estado dos EUA também disse que derrubar Maduro se trata de um esforço coletivo de diversos países, incluindo aliados dos EUA na Europa.

Os esforços dos EUA para derrubar o governo Maduro tornaram-se conhecidos a partir do ano passado, quando Washington reconheceu Guaidó como presidente interino da Venezuela e impôs sanções ao país. Autoridades norte-americanas disseram que as sanções foram planejadas para agravar a crise econômica da Venezuela.

Embora os EUA tenham manifestado preocupação com a situação humanitária na Venezuela, um estudo divulgado em maio de 2019, em co-autoria com o renomado economista Jeffrey Sachs, concluiu que as sanções dos EUA levaram à morte de cerca de 40 mil venezuelanos desde 2017.

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